Professor defende proteção social à família em Simpósio da UNIGRAN.

Simpósio de Serviço Social, aberto nesta terça-feira, enfoca as políticas públicas de proteção à família, no tema central.
No meio das constantes mudanças sociais e das incertezas deste tempo, está a família, precisando de atenções especiais. Nos últimos anos, as políticas públicas brasileiras para a área social olharam mais para o indivíduo – criança, idoso, portadores de deficiência. Agora, é a família que precisa de proteção social efetiva para, justamente, preservar os indivíduos, segundo opinião do professor Arno Vorpagel Scheunemann, convidado de honra para a abertura do V Simpósio de Serviço Social da UNIGRAN. Scheunermann ministrou uma oficina sobre ética em Serviço Social e a palestra inaugural do Simpósio, nesta terça-feira (13). Ele analisou o modo de vida e de produção e consumo na sociedade brasileira atual, bem como as várias configurações de família. Ele relatou que pesquisas têm demonstrado como um lar desestruturado “causa sérios danos na constituição da personalidade e fomenta processos de violência”. O convidado é doutor em Teologia Prática e professor-pesquisador da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra/RS). Arno Scheunemann vê o sistema capitalista, em que o valor do dinheiro supera o valor do trabalho, como desestabilizador da família. Como estratégia para suplantar as contradições do capitalismo, os grupos sociais estão se organizando de novas formas – por afinidades e semelhanças sócio-econômicas e religiosas, por exemplo – que constituem novos “territórios culturais”. Com isso, pode-se dizer que as políticas públicas serão tanto mais efetivas se levarem em conta a cultura do grupo assistido do que sua característica étnica, especialmente, em se tratando de ações afirmativas para a família que, apesar das mudanças, ainda é a instituição social mais importante, na visão do palestrante. “A estabilidade do sujeito histórico está relacionada a sua experiência em seu núcleo fundamental, que nós chamamos de família”, afirmou o professor, dizendo que o núcleo familiar assegura cuidados que estabilizam o sujeito para outros fases da vida, por isso, precisa ser apoiado, “temos diferentes arranjos familiares e esses arranjos sofrem pressões externas que fragilizam as pessoas, na sua particularidade e na sua relação social comunitária; nós do Serviço Social precisamos discutir isso, porque precisamos fortalecer esse sujeito”, falou o palestrante, em entrevista para esta coluna. Solenidade O V Simpósio de Serviço Social da UNIGRAN foi aberto em solenidade presidida pela pró-reitora de Ensino e Extensão, Terezinha Bazé de Lima. A mesa de autoridades foi composta com a diretora da Faculdade de Direito, Noemi Mendes Siqueira Ferrigolo, com a representante do Conselho Regional de Serviço Social (CRASS – 21ª Região), Quesia de Sena Talarico, e com a coordenadora de Serviço Social, Edna Ferreira de Silva Strujak, que tiveram a palavra e destacaram a importância temática do evento na formação dos acadêmicos. Também compuseram a mesa, a coordenadora do Núcleo de Serviço Social da UNIGRAN, Rosália Ferreira dos Santos Rocha, e a professora Lívia Suguihiro, assistente social do Projeto Sentinela, e a acadêmica Lilian Tatiane Cândia, presidente do Centro Acadêmico 15 de Maio, encarregado da organização do Simpósio. (MC-JR)

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