Em palestra na UNIGRAN, analista diz que cenário econômico é de confiança no Brasil.

Na sexta-feira, Alexandre Englert Barbosa explicou a crise dos EUA e como os outros países podem ser afetados – para ele, o Brasil está seguro.
A economia brasileira continuará a crescer, mesmo diante da crise que afeta a maior economia do mundo. Para o economista Alexandre Englert Barbosa, gerente de Análises Econômicas e de Riscos do Banco Cooperativo Sicredi, as reservas e a capacidade de pagamento de dívidas dão firmeza ao Brasil, para atravessar as turbulências na economia internacional, provocadas por problemas de crédito imobiliário e pela retração do consumo nos Estados Unidos. Englert Barbosa, que é mestre e doutor em Economia, ministrou palestra na UNIGRAN, sexta-feira (11), para acadêmicos de Ciências Contábeis, Agronegócios e Administração de Empresas. “A crise, desta vez, não é em qualquer país, é nos Estados Unidos, que é cerca de um quarto de toda a economia mundial, por isso ela é muito perigosa”, disse o analista, comparando o cenário atual com o da primeira crise financeira de proporção global, em 1997, quando os “Tigres Asiáticos” (Hong Kong, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan) enfrentaram crise de crédito e liquidez semelhantes a dos EUA, e provocaram uma reação em cadeia nas economias de todos os continentes, “se nós não estivéssemos em situação de solvência, na certa, a situação seria tão ruim ou pior do que foi aquela; o fato é que o Brasil está muito mais pronto para assimilar uma crise internacional como essa”. Segundo Englert, o Brasil tem acompanhado a maior onda de crescimento mundial observada em pelo menos vinte anos, e os indicadores mostram que continuará a crescer em 2008 e em 2009, mesmo que de forma desacelerada. Conseqüência disso é o aumento do consumo interno, seguido de aumentos de preços e da inflação, que na avaliação do palestrante, “piora a distribuição de renda, gera problemas sociais incríveis e acaba por comprometer o crescimento”. “A demanda cresce e a produção, infelizmente, não cresce no mesmo ritmo, a inflação começa a subir, e a taxa de juros tem que subir para conter essa inflação”, ponderou Alexandre Barbosa, percebe que outros países em desenvolvimento, mais bem-estruturados, estariam em vantagem no atual cenário, “a economia brasileira vem num ritmo muito bom, mas por que o Brasil cresce a 5.4% e a gente acha fantástico? Porque estamos comparando o Brasil com ele mesmo, só que tem muita coisa ainda para ser feita, para que o Brasil possa crescer mais e de forma sustentada”, disse em entrevista. Em curto prazo, o analista do Banco Sicredi prevê variações bruscas de alta e de baixa na Bolsa de Valores de São Paulo, devido às notícias vindas dos Estados Unidos. Já com a expectativa de altas nas taxas de juros – a taxa básica Selic deve chegar a 13% até final do ano – os fundos de investimentos deverão ser rentáveis, mas apenas em médio e longo prazos. O coordenador de Ciências Contábeis, Domingos Venturini, além de ressaltar a parceria e a difusão do cooperativismo, destacou a importância da palestra como atividade de formação crítica dos acadêmicos. “O Sicredi é um grande parceiro, em nosso dia-a-dia, nas semanas acadêmicas, empregando alunos egressos e abrindo espaços para os nossos estagiários, e a atividade de hoje conta muitos pontos, não nas notas, mas no conhecimento que vai se agregando e vai ajudando a formar as opiniões do aluno”, falou. A palestra “A economia brasileira no cenário de crise internacional” foi prestigiada por professores e coordenadores de ID_CURSOs da Faculdade de Ciências Administrativas e Contábeis da UNIGRAN, e por membros da diretoria e do conselho do Sicredi. O presidente da região Centro Sul, Edílson Antônio Lazzarini abriu o evento, destacando a parceria do Banco com a Instituição. O evento fez parte da Semana Econômica do Sicredi.(JR)

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