Lingüista convida a pensar nas imagens da mídia, em palestra na UNIGRAN.

Profª. Maria do Rosário Gregolin ministrou a palestra Mídia, DisID_CURSO e Identidade, abrindo a Semana de Letras, anteontem.
Em TV, imagem é tudo. O bordão do meio televisivo tornou-se paradigma também nos jornais e revistas impressos. Matérias e propagandas com textos menores, e ilustrações ocupando espaços cada vez maiores. Nos meios digitais, os textos e outros elementos gráficos ganharam, além de tudo, movimento. O resultado é o uso bastante criativo das linguagens, na internet e nos diferentes veículos de comunicação. Com a revolução nas produções da mídia, mudou também o leitor. Professores e pesquisadores da área de Letras e profissionais da mídia já sabem que as pessoas de hoje preferem e estão acostumadas mais com as imagens do que com o texto verbal, especialmente, com a escrita. Isso representaria apenas evolução e mudanças de hábitos de leitura, não fosse por um risco: a banalização dos fatos. Esse é dos argumentos que a professora Maria do Rosário Gregolin defende, em favor de uma “educação em leitura de imagens”. Convidada da UNIGRAN, para abrir a 12ª Semana Acadêmica de Letras, na segunda-feira, 3, Maria do Rosário é pós-doutora em Lingüística, Letras e Artes, e autora de livros sobre Análise do DisID_CURSO e ensino de Língua Portuguesa. A professora da UNESP explica que as imagens da mídia quase sempre são muito bem elaboradas e produzidas com a intenção provocar contemplação estética. Além disso, como nas propagandas, elas podem reproduzir estereóID_TIPOs e preconceitos, criar necessidades e controlar comportamentos. “A imagens produzem uma estética, de como o mundo deve ser, e uma ética; [e] uma das principais funções da mídia é produzir imagens e nos fazer acreditar que aquilo é verdade”, diz. Segundo a palestrante, as novas fórmulas da mídia criaram “a sociedade do espetáculo”, na qual se misturam realidade e fantasia. Assim, um bombardeio real, transmitido ao vivo pela TV, como à época da invasão do Iraque, em 2003, não teria muita diferença de jogos de videogame. Por isso, Maria do Rosário entende ser perigoso a fixação apenas nas imagens, uma vez que isso acaba tornando banais, por exemplo, a dor e sofrimento alheios. Para ela, é necessário que, na educação gramatical e lingüística dos alunos, os professores de Língua Portuguesa trabalhem os sentidos produzidos por imagens da mídia. “O embelezamento da imagem nos tira o sentido crítico, [e] nos faz observar mais a estética do que o seu conteúdo”, ensina Maria do Rosário. SEMANA ACADÊMICA A 12ª Acadêmica de Letras da UNIGRAN foi aberta na segunda-feira pela pró-reitora de Ensino e Extensão Terezinha Bazé de Lima, e pela coordenadora do ID_CURSO de Letras da Instituição, Nara Sgarbi. Sobre o tema do evento “Entre a escravidão e a liberdade: linguagens do Século XXI”, a professora Nara disse que a programação é dirigida às “pessoas dispostas a pensar de maneira crítica e produtiva sobre o poder da língua”. “A Semana Acadêmica proporciona a veiculação do conhecimento e representa preocupação com qualidade de ensino, e isso se consegue com a formação de leitores críticos e ecléticos, do ponto de vista do conhecimento, das figuras de linguagem e das manifestações culturais”, disse a professora. O evento conta com grande participação de alunos da UNIGRAN e das universidades estadual e federal de Dourados. Nesta quinta-feira, 6, a UNIGRAN recebe o professor Kanavillil Rajagopalan, da Universidade de Campinas (Unicamp). (JR)

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