UNIGRAN comemorou Dia do Psicólogo com seminário sobre saúde.

Profissionais de renome prestigiaram o evento que discutiu o papel do psicólogo na prevenção de transtornos mentais em vários segmentos da população.
A saúde mental da comunidade indígena, do trabalhador comum, do estudante universitário e das pessoas na chamada “terceira idade” foi o assunto escolhido pela Coordenação do ID_CURSO de Psicologia da UNIGRAN para lembrar do “Dia do Psicólogo”, 27 de Agosto. A data, contudo, foi comemorada na semana passada, no simpósio “Perspectivas Atuais em Saúde Mental”, que contou com a participação de alunos do primeiro ao quinto anos. A antecipação das comemorações, segundo o professor Luis Antonio Martins, coordenador de Psicologia, possibilitou reunir no mesmo evento pesquisadores de grande renome em cada tema. A proposta do simpósio foi mostrar aos acadêmicos algumas áreas de especialidades que se abrem no Brasil aos psicólogos, como profissionais integrados em equipes multidisciplinares de saúde. “A Psicologia já foi considerada ciência da área de humanas e, hoje, estamos mais próximos da área da saúde. Essa transição é o ponto principal e o nosso trabalho na área da saúde é em saúde mental, que envolve todas as relações humanas com o trabalho e com as outras pessoas. Nossos papéis estão crescendo bastante, por isso, a gente escolheu o tema saúde mental para o seminário”, explicou o professor Luiz Martins. As abordagens trouxeram mais informações sobre pesquisas, novos métodos de avaliação e conceitos em saúde mental que estão ganhando adeptos entre os profissionais do mundo todo. Um dos maiores nomes do Brasil nas áreas de Psicologia Médica e Psiquiatria, o professor Dorgival Caetano, pós-doutor, chefe do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da UNICAMP (Universidade de Campinas), prestigiou o Seminário alertando para a necessidade de se criar imediatamente no país políticas públicas voltadas para a saúde mental. A idéia é dar condições de envelhecimento com qualidade de vida, a fim de que a depressão e outros transtornos mentais não se tornem doenças crônicas. Especialmente na terceira idade, elas desencadeiam outras doenças, que podem ser evitadas com a prevenção. A prevenção, por meio de programas de melhoria de qualidade de vida, “evitam muito sofrimento humano e altos custos econômicos”, disse o professor. Ainda sem pesquisa no Brasil, o palestrante observou disse que, nos Estados Unidos, estima-se que os prejuízos – em perda de produtividade nas empresas e de assistência médica governamental – causados por transtornos mentais sejam de 44 bilhões de dólares por ano. Para o professor Dorgival, comparado com paises onde o percentual de idosos na população é grande, o Brasil ainda não se preocupa com a terceira idade. Mas devia. Analisando dados de pesquisas censitárias e projeções demográficas, o professor acredita que já em 2025 a população brasileira será composta de 19% de pessoas com mais de 60 anos. Em 2050, esse percentual deverá ser de 30%. Ou seja, cabe aos profissionais que estão se formando “mudar, agora, o foco das políticas públicas, do modelo de tratamento das doenças, para um modelo de prevenção em saúde mental”. Na questão da saúde do trabalhador, a pós-doutora em Psicologia Liliana Andolpho Magalhães Guimarães – autora de pesquisas e de livros sobre psicoterapia, grupoterapia, Psicologia Ocupacional e saúde mental e trabalho – destacou em sua palestra os estudos sobre a “violência ou assédio psicológico” no ambiente de trabalho. Esse fenômeno, conhecido por “mobbing”, pode afetar a saúde mental e reduzir a produtividade e a qualidade de vida de empregados de qualquer nível hierárquico. Ela sugere que se façam alterações na lei trabalhista, no sentido de incluir a obrigatoriedade de psicólogos nas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho nas empresas. Hoje essas comissões podem ser integradas apenas por engenheiros, médicos e enfermeiros. Pela proximidade com uma das populações indígenas mais carentes do país, os guarani-kaiowás de Dourados, os organizadores convidaram doutora Sônia Grubits Oliveira, psicóloga e professora da UCDB, de Campo Grande, para falar das pesquisas que desenvolve junto a várias etnias do Estado. Entre vários livros de sua autoria, “Bororo: Identidade em construção” (Cecitec, 1994, 131 p.), é uma das principais referências de pesquisa em saúde mental dos índios de Mato Grosso do Sul. O tema discutido pela professora-doutora Heloísa Bruna Grubits Freire, da UCDB, tocou mais particularmente a platéia, já que os estudantes também adoecem e podem precisar de auxílio psicológico para superar possíveis transtornos mentais, decorrentes das responsabilidades da vida acadêmica. Heloisa Grubits é autora do livro “Equoterapia: Teoria e Técnica – Uma experiência com crianças autistas” (Vetor Editora, 1999, 266 p.).

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