Transtorno de Atenção e Hiperatividade é tema de palestra na UNIGRAN.

Neurologista José Menegucci fez palestra para acadêmicos de Serviço Social e Pedagogia.
Ao revelar que 30% da população que compõe a Fundação CASA, de São Paulo, antiga Febem, é portadora do Transtorno de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o neurologista e especialista em neurofisiologia clínica José Antônio Menegucci dimensionou o problema para alunos dos ID_CURSOs de Serviço Social e Pedagogia, em palestra proferida no dia 28. O objetivo do encontro dos acadêmicos foi esclarecer sobre TDAH para que, atuando como profissionais, seja possível diminuir as dificuldades que o portador do transtorno enfrenta junto à escola, família e sociedade. “Muitas crianças com TDAH podem ser discriminadas por professores que, na maioria das vezes, nem sabem do problema”, considera a professora Joana Prado, titular da disciplina de Política Social, no ID_CURSO de Serviço Social. Para ela, é importante que o profissional seja um elo entre a criança com o transtorno e os mecanismos para tratamento. “Informando sobre o assunto, com conhecimento teórico, os acadêmicos poderão atuar no processo educativo lutando para que as leis sejam cumpridas contra a discriminação dessas pessoas”, acrescenta Joana. Menegucci apresentou estatísticas sobre os portadores de TDAH: de 30 a 50% passarão por repetição de pelo menos um ano de escola; 35% não completarão a faculdade; mais de 25% serão expulsos por má conduta; 20 a 60% dos adolescentes com TDAH apresentarão comportamento anti-social a ponto de levá-los a ter problemas com a justiça e terão 4 vezes mais propensão a acidentes de carro, 3 vezes mais probabilidade de serem multados e ainda alimentam as estatísticas desemprego, divórcio, tentativa de suicídio, depressão, ansiedade e de maior incidência no uso de álcool e drogas. O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade, também chamado de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Como ação concreta, a professora aconselha que seus alunos, ao perceberem o transtorno, sugiram encaminhamento do portador a psicopedagogos e neurologistas. (CM)

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