ID_CURSO de Medicina Veterinária promove aula em fabrica de rações.

O industrial e médico veterinário Marcílio Clemente foi o mestre, nessa aula que pode ter despertado vocações para pesquisas em nutrição animal.
Clínicas Veterinárias de pequenos e grandes animais, criações de bovinos de corte e de leite, granjas de aves e suínos, fazendas, serviços de inspeção sanitária, indústrias e, hoje, uma fábrica de rações. Desde o início do ID_CURSO, a primeira turma de Medicina Veterinária da UNIGRAN está tendo aulas de campo direcionadas a vários segmentos da profissão. “A disciplina de Introdução à Medicina Veterinária tem como objetivo mostrar para os acadêmicos quais são as áreas de atuação do médico veterinário. Isso é bom, porque eles conseguem definir a área de maior afinidade logo no início do ID_CURSO, direcionando os seus estudos. Claro que não vão deixar de estudar todos os campos, mas já descobrem com qual delas têm maior afinidade”, disse a coordenadora de Medicina Veterinária, professora Fabiana Satake que, juntamente com o professor Samuel Aragão, organizou mais aula de campo, nesta manhã. A visita à “Raça Nutrição Animal”, no Distrito Industrial de Dourados, foi para mostrar um segmento cheio de oportunidades e com tudo por fazer, na visão do empresário Marcílio Clemente, que é médico veterinário e possui dois Mestrados feitos nos Estados Unidos. Há 20 anos no ramo de nutrição de rebanhos, ele disse que o setor brasileiro de rações ainda engatinha. “O mercado de rações no Brasil está somente 1% explorado e a tendência é só crescer”, faz uma avaliação. Baseado em vários referenciais, Marcílio Clemente prevê que a pecuária bovina cederá cada vez mais terras para a agricultura, notadamente na região de Dourados, ao mesmo tempo em que a atividade se tornará mais produtiva. Os próprios compradores internacionais forçam os produtores nesse caminho, uma vez que a carne produzida em sistema de confinamento, por exemplo, é de melhor qualidade. Nessa perspectiva, ganham importância os estudos de nutrição animal e de formulações de rações. As novas tecnologias de manejo das criações e as descobertas mostram que, hoje mesmo, é possível engordar 120 bois num hectare. Há alguns anos, mais que um boi por hectare era uma lotação exagerada. Porém, cada região produtora tem características próprias que só podem ser delineadas por meio de pesquisa. Por isso, o empresário explicou aos acadêmicos interessados em nutrição que faltam cientistas para criar soluções regionais para fazer o setor de ração deslanchar. “A tendência do boi é o confinamento, não existe outra maneira [contudo] nós, brasileiros, temos muitas coisas a fazer porque tudo o que orienta nosso trabalho e nossas pesquisas, atualmente, são dados americanos, canadenses ou ingleses. Na verdade, nós temos muito que fazer em termos de pesquisa. É um campo que esta aí, aberto”, falou Marcílio Clemente, que ofereceu oportunidades de estágio na empresa, aos acadêmicos da UNIGRAN. Depois dessa palestra que motivou a turma, ele explicou o processo de fabricação das rações em sua indústria. Por dia, ela processa cerca de 300 toneladas de matérias-primas na formulação de rações balanceadas para gado bovino, cavalo, ave, suíno e coelho. Praticamente toda a produção é colocada junto aos criadores da região.

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