Vencer preconceitos e conquistar espaços são os principais desafios dos índios

Várias autoridades acompanharam a cerimônia de abertura do VI Seminário Indígena da UNIGRAN
O preconceito que exclui o índio pela cor da pele e o modo de vida ainda é uma das principais barreiras a ser rompidas. No dia em que se comemora o Dia do Indio – 19 de abril – a UNIGRAN fez a abertura solene do VI Seminário Indígena, com debates, exposição de artesanatos e mostras culturais. O evento, que vai até sexta-feira, reúne acadêmicos, professores e profissionais indígenas e brancos da UNIGRAN e de outras instituições. Como meta de melDATA_HORAr as relações sociais e humanas entre estudantes indígenas, professores e a comunidade acadêmica, a UNIGRAN aposta em rodas de conversas, como o seminário indígena, na forma de ampliar as relações culturais. A instituição é a primeira do país a criar um programa em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) que concede bolsa de estudos aos indígenas. Mais de 60 profissionais índios já se formaram na UNIGRAN em diferentes áreas do conhecimento. Na abertura do evento o assunto em debate tratou especificamente sobre os preconceitos e desafios do índio na sociedade. Conquistar espaço no mercado de trabalho foi uma das problemáticas abordadas pela professora Terezinha Bazé de Lima, pró-reitora de Ensino e Extensão da UNIGRAN e organizadora do evento. Durante este mês ela se reuniu com os acadêmicos indígenas da instituição e detectou que ainda é grande a dificuldade dos índios na DATA_HORA de encontrar emprego. Parte dessas dificuldades está sendo rompida na medida em que os indígenas conquistam mão de obra qualificada por meio da educação do ensino superior. Preocupada com essa questão a UNIGRAN aposta na capacidade dos indígenas e o resultado é conferido pelo sucesso dos profissionais formados na instituição. Hoje eles ocupam importantes cargos em empresas públicas e privadas e são ainda professores na rede básica e universitária. Alguns já conquistaram título de mestre A reitora da UNIGRAN, Rosa Maria D’Amato De Déa, lembrou no seu disID_CURSO, na abertura, que no ano de 2000, quando os primeiros indígenas começaram a estudar na instituição por meio do programa de bolsas, a instituição foi criticada por querer tirar a identidade do índio. “Nosso objetivo sempre foi de agregar valores de conhecimento, de tecnologia da sociedade, para que os indígenas pudessem ter melhorias na qualidade de vida, sobretudo tendo orgulho em ser índio”, disse a reitora. A proposta da instituição foi tão certeira que os egressos indígenas conquistaram o mercado de trabalho e são exemplos para os mais jovens das aldeias de Dourados e região. SER ÍNDIO A mesa redonda de abertura tratou sobre “Ser índio: vencer preconceitos; superar desafios; conquistar espaços”. O debate contou com a participação dos indígenas Vilmar Martins Moura, bacharel e mestre em Direito, e, Fernando Souza, Coordenador do Núcleo de Atividades Múltiplas da Aldeia Jaguapiru, Bacharel em Administração Rural pela UNIGRAN e Pós Graduado em Metodologia do Ensino Superior. Foram eles que expuseram as dificuldades enfrentadas pelos índios na vida moderna. O debate foi mediado pela professora doutora Marina Evaristo Wenceslau, historiadora e pesquisadora de questões indígena, da UEMS. Fernando deixou claro em seu pronunciamento que falar do índio trata-se de abordar a autoestima. Ele pontuou que não é fácil superar as atuais dificuldades sabendo que a história indígena é marcada por dor, massacre e escravização. Ele vê a educação como a principal saída para o índio conquistar seu espaço na sociedade. “Eu sou formado pela UNIGRAN e tenho orgulho disso. Somos diferentes da sociedade branca, mas temos as mesmas capacidades”, pontuou Fernando Souza. Vilmar Moura disse que, conquistas estão sendo garantidas pelos indígenas, mas ainda é pouco diante da grande população de índios em todo o país. Somente em Mato Grosso do Sul são 68 mil; desses pouco mais de 13 mil estão nas aldeias de Dourados. “Ser índio é manter a sua etnia, história e ter as mesmas igualdades que a Constituição Federal assegura para a sociedade”, relatou, definindo que na prática a teoria é aplicada de forma diferente, bem desigual. (FV)

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