Projeto de Odontologia da UNIGRAN beneficia crianças do bairro Jóquei Clube.

Usando técnica de restauração que não requer consultório, acadêmicos fizeram mutirão para atender a quase 200 alunos da Escola Clori Benedetti.
Eliminação de cáries sem necessidade de anestesia e promoção da saúde bucal. O ID_CURSO de Odontologia da UNIGRAN conclui, nesta quarta-feira, 19, um projeto de atenção à saúde das famílias do Jardim Jóquei Clube que possibilitou que cerca de 200 crianças tivessem acesso a um moderno tratamento contra cáries. No projeto, desenvolvido na disciplina de Clínica de Educação em Saúde Bucal, os acadêmicos utilizaram técnicas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e materiais restauradores da mais avançada tecnologia. O projeto foi desenvolvido em parcerias com a Secretaria de Saúde de Dourados e a Escola Municipal Clori Benedetti de Freitas, que fica nos limites das áreas urbana e rural, a leste da cidade, e atende à população de vários bairros da região. Desde setembro, acadêmicos do 4º semestre realizam um trabalho semanal de educação em saúde, buscando formar nos alunos consciência sobre a importância da escovação correta e de outros hábitos de higiene bucal para a conservação dos dentes. A parte final do estágio foi de prática em restauração não-traumática de dentes lesionados por cáries. A professora Pollyana Borges, coordenadora do projeto, explica que a técnica escolhida, conhecida como Tratamento Restaurador Atraumático (ATR), dispensa o uso do micromotor e outros aparelhos de consultório, bem como de anestesia. “O tratamento é indolor, o que é muito bom para a criança, que não vai ficar traumatizada com o tratamento dentário; [outra] vantagem é que o tratamento está fundamento na reparação do dente, o material que nós colocamos na cavidade forma um tecido reparador e impede o avanço da doença cárie”, explicou a professora. O cimento inômero de vidro, o componente mais importante nesse tratamento, é um material que libera flúor gradualmente, controla a microflora cariogênica e remineraliza o dente, provendo a renovação da dentina. Essa técnica, contudo, só aplicável em situações em que a cárie não tenha atingido regiões mais profundas das estruturas do dente. “Os problemas mais graves, que a gente não consegue resolver aqui, nós encaminhamos à Unidade Básica de Saúde, e o diagnóstico final é dado pelo dentista do município”, esclareceu a professora. Na região da Escola Clori Benedetti, o atendimento dentário é concentrado no Posto de Saúde da Família do Jóquei Clube. O responsável do PSF pelo atendimento odontológico, Urias Saturnino, acompanhou o projeto da Instituição e aprovou o atendimento que deixou as crianças tranqüilas e confiantes. “Normalmente, elas têm medo, mas pelo carinho com que os acadêmicos estão fazendo o atendimento, elas estão colaborando; a UNIGRAN está desenvolvendo um trabalho muito bonito aqui, e para nós, é um apoio muito forte”, disse o odontólogo. FATOR SOCIAL – O projeto iniciou com visitas domiciliares feitas por acadêmicos recém-ingressos, no primeiro semestre, para se conhecer o perfil das famílias. Segundo a professora Pollyanna Borges, os levantamentos feitos indicaram prevalência de lesões causadas por cárie, e confirmaram que essa é uma doença cujo controle não depende apenas da disponibilidade e atenção do dentista. “É uma doença que tem componentes sociais; e nos bairros que têm maior carência social, a gente ainda vê uma elevada freqüência de cárie”, disse a coordenadora do estágio. Por essa razão, os professores da Escola Clori Benedetti também consideraram importante o trabalho dos acadêmicos da UNIGRAN na região. “Essa parceria, para nós é muito boa”, disse a vice-diretora Ivone Bonetti. Já a professora Rosemar Bezerra comentou que, em muitas famílias, a saúde bucal não é vista como prioridade. “Isso é maravilhoso. Nossa escola necessita mesmo deste ID_TIPO de trabalho, porque a maioria dos alunos, embora tenha o Posto de Saúde, não procura atendimento, não tem isso como primeira necessidade”, comentou. Os acadêmicos de Odontologia que participaram do projeto – quarenta e oito, contando só os de quarto semestre – levam mais do que o aprendizado prático nesse primeiro estágio clínico. “Aqui, a gente vê a realidade do povo, a gente aprende mais do que na teoria e se sente mais responsável por conhecer a realidade de cada família: como é em casa, às vezes, a criança não tem pai, não tem mãe e não é feliz, então, ela não vai cuidar do dente, não é só questão de escovar o dente, a gente aprende isso”, declarou Bianca Calderan. Atuando na supervisão e orientação dos trabalhos, o projeto contou ainda com a participação dos professores André Afif, Letícia Ferrigolo e Camila Estaropoli Ramos Zeuli. Os procedimentos de restauração foram feitos com a autorização escrita dos pais e todo o material e instrumental usados no projeto foram fornecidos pela UNIGRAN. (JR)

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