Jornada de Fisioterapia da UNIGRAN traz no tema a inclusão da pessoa com deficiência

‘Novas perspectivas do Cuidar’ reflete e discute sobre a humanização dos atendimentos e inclusão da pessoa com deficiência

A palestra de abertura foi ministrada por Alex Duarte, com o tema ‘Capacitista em descontrução’

Começou nesta terça-feira, 23, a XIX Jornada de Fisioterapia da UNIGRAN. Este ano o tema é ‘Novas perspectivas do Cuidar’ e tem como objetivo discutir e refletir sobre a inclusão e a humanização de atendimentos à pessoa com deficiência.

A coordenadora do curso de Fisioterapia, Simone Nihues, explicou que a temática foi escolhida para o que o acadêmico, e também a comunidade douradense, faça uma reflexão sobre o cuidar adequado, humanizado, além de trazer outras pautas, relacionada a inclusão da pessoa com deficiência.

“Este tema foi escolhido justamente porque vivemos em tempos que percebemos o quão importante é cuidado com o olhar mais humanizado, olhar que não faz exclusão. Então é uma necessidade que sentimos no momento, por isso, estamos procurando fazer nossa parte na sociedade, trazendo para a Instituição um debate sobre estas temáticas”, comentou a coordenadora.

Para que a temática seja amplamente discutida, a Jornada este ano será presencial e gratuita. Na abertura, que aconteceu na noite de ontem no Salão de Eventos da UNIGRAN, pais com crianças com deficiência, deficientes físicos e associações participaram do evento.

A palestra de abertura foi ministrada pelo especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e diretor do filme Cromossomo 21, Alex Duarte, com o tema ‘Capacitista em desconstrução – como transformar nossos preconceitos em oportunidades de inclusão’.

Alex Duarte explicou que o capacitismo é o preconceito com as pessoas com deficiência. Ele trabalha há 13 anos com inclusão social e, há dois, pesquisa o capacitismo com pessoas com Síndrome de Down e outros tipos de deficiência.

“Falar sobre como transformar nossos preconceitos em oportunidades de inclusão é muito válido, porque estamos em um curso de Fisioterapia, então temos inúmeros profissionais preocupados em humanizar os atendimentos. Hoje o profissional bom, do futuro, inclusivo, é aquele que tem que se preocupar com todos os seres humanos, com a nossa espécie, e nossa espécie é diversa, ela é diversa em cor, em raça, em condição, em característica, e quando descobrimos o quanto ainda somos capacitista, preconceituoso, e consegue identificar isso em nós para mudar, ter mais consciência, as coisas começam a acontecer”, ressaltou o palestrante.

Para ele, o fisioterapeuta deve entender mais sobre o capacitismo e lutar contra, para ser um profissional livre dos preconceitos e que traga maior qualidade de vida para a pessoa com deficiência. “Precisamos entender a deficiência como uma característica humana, em que você nasce ou adquire ao longo do tempo. E, quando você conhece a tua espécie e respeita atua espécie, você inclui. Então, nosso desejo é incluir as pessoas com deficiência e respeitá-las em sua singularidade”, finalizou Alex.

A Jornada de Fisioterapia segue até sexta-feira, 25, com extensa programação, entre palestras e apresentação de trabalhos, nos períodos matutino, vespertino e noturno.

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