UNIGRAN participa de ID_CURSO sobre o vetor da Leishmaniose.

ID_CURSO realizado na UFGD treinou profissionais na identificação do flebótomo, mosquito que, como o vetor da dengue, é uma ameaça a saúde pública.
O Governo Estadual, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a UNIGRAN, promoveu, na semana passada, um ID_CURSO que teve como objetivo capacitar profissionais da área de Entomologia na identificação do flebótomo. Conhecido vulgarmente por mosquito-palha, birigui, tatuquira e cangalhinha, entre outros nomes, esse minúsculo inseto é o transmissor da Leishmaniose, doença provocada por parasitas que atacam animais e pessoas. O ID_CURSO de 72 DATA_HORAs foi realizado no campus de Ciências Biológicas e Ambientais da UFGD, e teve como ministrante a professora Eunice Aparecida Bianchi Galati, da Universidade de São Paulo (USP). Além de técnicos dos Centros de Controle de Zoonoses de Dourados e de cidades como Campo Grande, Jardim, Anastácio, Rio Verde e Corumbá, também participaram professores da UFDG e UNIGRAN que vão implementar trabalhos de pesquisas relacionados ao tema em suas disciplinas. Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados, Magda Freitas Fernandes, tem surgido muitos casos de leishmaniose em Mato Grosso do Sul, não só em cães, mas também em pessoas. “Este ID_CURSO é um ponto forte ao combate da doença”, destacou ela. Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados no Estado 67 casos da doença em humanos, sendo que três pessoas morreram. Em Dourados, até agora, apenas animais contraíram a Leishmaniose. A professora Eunice Aparecida explicou que é o mosquito flebótomo que transmite a doença dos animais para as pessoas. O inseto se prolifera em meio a materiais orgânicos, folhas e frutas em decomposição. O controle da doença e do inseto, às vezes, acaba sendo dificultado devido ao grande número de espécies. Só em Mato Grosso do Sul, são descritas cerca de 60 espécies. “É um trabalho que exige muita concentração e estudo” apontou a pesquisadora. Segundo os especialistas, há três ID_TIPOs de Leishmaniose. A visceral, que ataca órgãos internos como o fígado e o baço, cutânea, que ataca a pele, e mucocutânea, que ataca as mucosas. A doença é provocada por parasitas unicelulares do gênero Leishmania. A Leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, atinge quase duas mil pessoas por ano no Brasil, sendo 92% dos casos no Nordeste. Os sinais clínicos da doença são: emagrecimento, dermatites, dores na região dos rins, diarréias, febre, anemia, falta de apetite, aumento do baço, queda de cabelo e sangramento na boca. (AV)

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