29/11/2019 Atualizado há 5 dia(s)

Projeto de Psicologia da UNIGRAN conscientiza estudantes adolescentes sobre as drogas

Acadêmicos com a professora Julice Antoniazzo Gadani durante o encerramento do projeto

Os acadêmicos do 4º semestre de Psicologia da UNIGRAN encerraram o projeto ‘Palestras sobre o uso de substâncias psicoativas e suas consequências’, que conscientizou centenas de alunos do 6º ao 9º ano, em 20 escolas públicas de Dourados. O projeto, de ensino e extensão, foi coordenado pela professora Julice Antoniazzo Gadani, da disciplina de Psicofarmacologia.

A professora é representante titular da Instituição no Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas – Comad de Dourados e o projeto teve a parceria do órgão colegiado.

“A iniciativa de levarmos as palestras nas escolas surgiu quando fui indicada para ser a representante do curso no Comad. Nele eu faço parte da Comissão de Projetos e resolvi unir as duas coisas, primeiro fazer os acadêmicos aprenderem todo sobre o mecanismo de ação das substâncias químicas no SNC [Sistema Nervoso Central] e depois, levar esse conhecimento às escolas, por meio de palestras em grupo, levando esse assunto de forma acessível e lúdica para a faixa etária de 10 à 16 anos”, explicou Gadani.

O projeto teve como objetivo prevenir o uso das drogas lícitas ou ilícitas, conscientizando todos os participantes sobre o vício e os malefícios físicos e psiquiátricos que elas causam.

A professora explicou também, que durante a adolescência surgem as curiosidades e más companhias que comumente conduzem para o caminho das drogas, por isso, o projeto é extremamente importante, pois leva conhecimento sobre o tema, que geralmente é negligenciado nas escolas e em casa.

Para a aluna Aurilene Recco Silva, do período noturno, o projeto contribuiu também na formação do perfil profissional dos futuros psicólogos. “O ciclo de palestras foi um espaço de troca e compartilhamento de conhecimentos, entre palestrantes e ouvintes, quando pudemos sair do ambiente interno da universidade e contribuímos com a comunidade, passando o aprendizado obtido em sala de aula sob uma abordagem preventiva e de orientação. Enquanto acadêmicos de Psicologia, pudemos lançar um olhar sobre a realidade e vivenciar na prática a importância da realização de trabalhos assim, nos despertando ainda a pensar na responsabilidade social que precisamos assumir enquanto futuros profissionais e no quanto podemos contribuir criando vínculos solidários. O projeto nos aproximou mais da prática, nos modificou e nos fez ser capazes de manter um olhar ainda mais intenso sobre a importância de estarmos sempre dispostos a ajudar e saber nos posicionarmos de maneira empática, já que é uma futura profissão onde trabalharemos o tempo inteiro com contato humano’, disse.

Já a acadêmica Marlova Leonardelli Ximenes, do período matutino, destacou o crescimento pessoal que obteve com a atividade.  “Estar envolvida nesse projeto foi uma experiência acadêmica enriquecedora e uma grande oportunidade pessoal de crescimento como ser humano. Todo o envolvimento desde o preparo até a apresentação da palestra trouxe aprimoramento do meu conhecimento não só sobre os efeitos e as consequências do uso de drogas lícitas e ilícitas bem como sobre as técnicas de ensino e aprendizagem, necessárias à apresentação do trabalho. Ainda, nos oportunizou conhecer um pouco do dia a dia na Psicologia Escolar, pois recebemos orientações e ouvimos as experiências do psicólogo da escola, que tão gentilmente nos acolheu em seu ambiente de trabalho e acreditou em nosso projeto”, apontou.

Durante o projeto, os alunos que fazem o uso de alguma substância psicoativa e solicitaram ajuda aos acadêmicos, foram encaminhados para o acompanhamento psicológico gratuito no Núcleo de Psicologia da UNIGRAN, tanto o usuário quanto os familiares.

Além da contribuição social, o projeto exigiu um grande comprometimento dos acadêmicos, principalmente no estudo aprofundado do assunto para preparar a palestra e estar aptos a responder e orientar adequadamente os alunos.

“Também, passaram por uma grande experiência de humanização, oportunizando colocar em prática o conhecimento teórico da academia, olhando o outro com o sentimento de amor e de ajuda quando necessário”, concluiu Gadani.

O projeto é realizado anualmente e a apresentação é utilizada como uma das avaliações da disciplina.

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