02/09/2019 Atualizado há 26 dia(s)

Palestra na UNIGRAN traz pesquisa sobre espaços públicos de Dourados

Acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo participam de palestras

Acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo participaram de uma palestra sobre ‘Escalas e os elementos de análise em planejamento urbano, ambiental e regional’. Os convidados para abordar o tema foram os arquitetos Laura Gondim de Araújo e Ângelo do Nascimento Ribeiro. Os palestrantes apresentaram uma pesquisa na área urbana de Dourados e outra no município de Bonito.

A atividade foi desenvolvida nas disciplinas de Planejamento Urbano e Regional – PUR II e Projeto VIII, que são ministradas pelos professores Bruno Bonfim Moreno e Ana Cristina Yamashita.

Conforme o professor Bruno a ideia foi trabalhar em conjunto, pelo aspecto da interdisciplinaridade, pois PUR II tem enfoque mais teórico e Projeto VIII, mais prático. “As escalas e elementos de planejamento são temáticas muito atuais, sobretudo no que diz respeito às pesquisas apresentadas pelos convidadas que dialogam com duas escalas geográficas muito diferentes: da cidade, que trata de projetos muito mais voltados para a área urbana, e uma pesquisa muito mais abrangente: que é a regional, com aspectos ambientais. Esses são aspectos da responsabilidade profissional, o que eles terão que dialogar na profissão, no que diz respeito especificamente das habilidades e competências”, mencionou.

Laura Gondin é egressa da UNIGRAN da turma de 2015 e apresentou os primeiros resultados de sua dissertação no mestrado sobre ‘Espaços Públicos Urbanos’, que trabalha a distribuição espacial de como os espaços públicos foram criados ao longo do tempo e suas caracterizações. Uma junção da Arquitetura e Geografia. “Não é só importante criar o espaço, mas entender o projeto dele. O projeto precisa suprir a necessidade da região em que o espaço público foi criado”, justificou.

A pesquisa trata da caracterização e avaliação de 30 espaços públicos de Dourados, intraurbanos, ou seja, somente na cidade. Entre eles, estão Parque dos Ipês, Parque Alvorada, Parque Anulpho Fioravanti, Parque Antenor Martins, Praça Rui Gomes, Praça Antônio João e Praça Mário Correia.

“Comecei em 2017 a pesquisa de campo, com o processo para ter o dado primário iniciando com GPS, depois levantamento fotográfico e aplicação de questionários. Como resultado, notamos que a cidade ainda carece de espaços públicos de qualidade”, afirmou a arquiteta e urbanista.

Um dos exemplos citados foi da Praça Pedro Rigotti, mais conhecida por ser a “rotatória da rua Rayel Bon Faker”. “Parece uma praça, mas não tem usuário, porque não tem característica. Outro exemplo é a Praça Walter Guarita Marques, a rotatória do prolongamento da Rua Hayel Bon Faker com a BR-163, é classificada dessa maneira, mas também não é”, mencionou

Durante a pesquisa, a arquiteta constatou que a região nordeste da cidade não há espaços públicos, já a parte noroeste, como Jardim Girassol, Jardim Universitário, Parque Alvorada e Jardim Cristhais, que está em expansão, tem vários locais com tais características.

“Além disso, as praças não têm estrutura necessária. É necessário mais planejamento. Um praça que deu certo foi a Praça da Juventude, no Parque das Nações. Houve um planejamento da prefeitura no último mandato e eles construíram junto à praça o Cras [Centro de Referência em Assistência Social], com isso há uma movimentação e a população começou a cuidar do local. Então isso são questões que poderiam ser implantados em outras regiões que falta infraestrutura, poderia pensar em uma praça junto com uma edificação institucional, isso seria talvez uma solução”, avaliou Laura.

A palestrante alertou o fato do perímetro urbano aumentado. “Nesses espaços vão precisar também de praças e parques urbanos. O Poder Público poderia dar uma atenção maior nos parques urbanos porque, além deles terem nascentes na maioria dos rios que correm em Dourados, são carentes de infraestrutura, pois a população utiliza, são espaços maiores, que têm uma diversidade de usuários”, enfatizou.

Outra palestra, sobre uma pesquisa no município de Bonito, realizada por Ângelo Ribeiro, tratou a problemática ambiental sobre os rios que estão sendo tomados pela lama da agricultura, inclusive noticiada pela imprensa do Mato Grosso do Sul.

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