22/09/2003 17:19

Resultados positivos atestam função social da Clínica-Escola de Fisioterapia.

Acadêmicas Gisele Devetak e Meire Lane:: \"nosso objetivo é oferecer uma melhor qualidade de vida para crianças como a Carol\".
A combinação entre alta tecnologia, dedicação de acadêmicos e professores, compromisso com o ensino de qualidade, atenção personalizada e consciência social está produzindo histórias comoventes de sucesso na reabilitação física de pacientes aqui na UNIGRAN. Em apenas 18 meses de atividades, a Clínica-Escola de Fisioterapia da Instituição já desponta como referência em tratamentos fisioterápicos em todas as especialidades médicas. Por mês, são mais de 1.600 procedimentos e 600 pacientes atendidos. O maior motivo de orgulho, entretanto, não são as estatísticas, mas sim, os benefícios sociais que estão sendo alcançados. Os exemplos já são vários. A pequena Carol, C.A.A.M., de 5 anos de idade, é uma das cerca de 40 crianças que estão hoje em tratamento no setor pediátrico. São pacientes com quadros de paralisia cerebral, disfunções, distrofia muscular, déficit de crescimento e Síndrome de Down que apresentam dificuldades motoras. Mas o caso de Carol é particular. Devido a uma doença que provoca a hiposuficiência de vitamina D, o seu organismo não absorve e fixa adequadamente o cálcio nos ossos. Ela nem mesmo pode se expor ao sol, pois a luz solar lhe causa pigmentações na pele e nos olhos. A carência vitamínica é a razão também da severa queda de cabelos. A professora que supervisiona o tratamento à paciente, a fisioterapeuta Suzane Schimidt, diagnostica a doença como Síndrome do Marasmo, mal recorrente em populações assoladas por grandes fomes. No caso de Carol, que é de uma família numerosa e economicamente desfavorecida, a principal suspeita é a de que ela tenha sofrido por desnutrição durante a vida intra-uterina ou nos primeiros meses após o nascimento. Na opinião da professora, a falta de tratamento deixaria a menina acamada e dependente de outras pessoas para tudo. “Ela iria entrar num quadro de hipotrofia e hipotonia generalizada, perdendo a independência nas atividades diárias, perderia as forças para se manter em pé, teria dificuldades até para mastigar e para respirar. É um prognóstico ruim, pensar nessa menina sem nenhum tratamento”, disse a fisioterapeuta, lembrando a situação em que a garotinha chegou à Clínica, seis meses atrás. Nesse período, C.A.A.M. tem feito exercícios fisioterápicos suaves que visam a estimular o crescimento das células ósseas, a aumentar o tônus e a massa muscular roubados pela Síndrome e a preservar as articulações não comprometidas pela doença, bem como a reabilitar as funções das que apresentam deformidades. O trabalho envolve várias especialidades fisioterápicas e é complementado com a ludoterapia, que está, inclusive, desprendendo a criança de sua timidez. “Nós estamos tendo resultados positivos: a pele dela melhorou e ela está tendo um equilíbrio maior durante a caminhada. A reeducação postural que foi feita com ela teve um efeito muito bom”, explicou a professora Suzane. Ela ressalva que C.A.A.M. necessita também de acompanhamento médico, nutricional e de psicológico. Porém, são notáveis os ganhos na melhoria da qualidade de vida obtidos apenas com a Fisioterapia. (Foto inferior: professora Suzane Schimidt(e) e Juliana Lopreti Cury(d), responsável pelo Setor Cardiorespiratório da Clínica, com as estagiárias Cíntia Barros e Vânia Tie da Clínica).
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