02/06/2003 18:32

Estudantes de Biomedicina realizam visita técnica a usina de produção de açúcar e álcool.

Professores e alunos, em foto clássica no início da visita. Depois eles, conheceram todos processos de produção, do plantio da cana ao produto final.
Os processos de plantio, colheita e industrialização da cana-de-açúcar foram temas da excursão que a turma de 2º ano do ID_CURSO de Biomedicina fez sábado à Usina Passa Tempo S/A, que fica no município de Rio Brilhante, distante 60 quilômetros de Dourados. Vários professores e mais de quarenta acadêmicos passaram o dia conhecendo a área agrícola, as agrovilas mantidas pela empresa, o parque industrial, os laboratórios de controle de qualidade de produção de açúcar e álcool, bem como os sistemas de monitoramento da água e de reaproveitamento de dejetos industriais e os meios de proteção à saúde dos trabalhadores. Em nome da UNIGRAN, o coordenador do ID_CURSO, o professor Fernando Henrique Ignácio dos Santos, agradeceu à dedicada atenção dispensada por funcionários da empresa, considerando a visita como bastante proveitosa. “Os professores, em suas áreas, poderão pedir trabalhos relacionados ao que vimos aqui. Além disso, existem aqui muitos dados que poderão nos ser úteis para pesquisas futuras”, disse o coordenador. Durante todo o tempo da visita, os acadêmicos e professores tiveram a companhia da assistente social Mariângela Ferron Pires, da psicóloga e gestora de reID_CURSOs humanos Tânia Lúcia Ramos Cavalcante de Lima, e do encarregado de segurança no trabalho Wanderson Ferreira da Silva. A Usina Passa Tempo pertence ao Grupo Tavares de Melo, que possui outra unidade de agroindustrial em Mato Grosso do Sul, a Usina Maracaju, e duas nos Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Em Rio Brilhante, onde produz 1,3 milhão de toneladas de açúcar e 26 milhões de litros de álcool por ano, a empresa cultiva 18 mil hectares com cana-de-açúcar, em uma área total de 25 mil hectares. Vinte por cento da colheita são feitos mecanicamente e a empresa mantém, em média, 1.800 trabalhadores nas diversas fases das lavouras: plantio, tratos culturais e corte da cana. Na primeira parte da visita, os anfitriões falaram das pesquisas que a empresa desenvolve na área de controle biológico de alguns insetos nocivos à cana-de-açúcar e mostraram equipamentos desenvolvidos por seus técnicos que reduziram drasticamente a exposição dos trabalhadores aos defensivos químicos. Ainda assim, para prevenir doenças, os aplicadores de agrotóxicos são obrigados a utilizar equipamentos de segurança e a submeterem-se a exames periódicos de “colinesterase”, pelo qual se pode conhecer o nível de acúmulo de agentes químicos no organismo. “A cada seis meses, obrigatoriamente, os funcionários têm de fazer esse exame. Graças a isso, nós não temos nenhum caso de intoxicação há vários anos”, disse Mariângela Ferron. Esse procedimento chamou a atenção dos acadêmicos, uma vez que se trata de um ID_TIPO de análise clínica diretamente relacionada ao trabalho do biomédico e de grande importância em uma região agrícola como é o sul do Estado; podendo servir, inclusive, como material para estudos acadêmicos sobre a saúde de trabalhadores rurais. “Mesmo na admissão de um funcionário, nós exigimos esse exame, porque, muitas vezes, ele já vem intoxicado de outro emprego sem saber”, explicou a assistente social, sugerindo que os mesmos cuidados deveriam ser normas em todas as fazendas. Na questão da conservação ambiental, a Passa Tempo mantém 30% da fazenda com vegetação natural, preservando as matas ciliares dos córregos que cortam a propriedade. A vinhaça, o principal dejeto da indústria – e altamente poluidor – é reaproveitada na forma de fertilizante, sendo levada para o campo em tubulações subterrâneas e armazenada em tanques impermeabilizados. Depois de assistiram à colheita e ao transporte totalmente mecanizado da cana-de-açúcar, num intenso vai-e-vem de tratores e caminhões, os acadêmicos percorreram a unidade industrial, desde a moagem da cana até os setores de embalagem do açúcar, parando por um tempo maior no laboratório de controle de qualidade do produto e no lago de tratamento da água que circula na indústria. Eles conheceram que, por meio de um processo físico-químico de purificação, 80% dos volumes de água utilizados em cada ciclo de produção são reaproveitados, evitando que substâncias poluidoras dissolvidas na água que sai da indústria contaminem as áreas vizinhas.
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