20/11/2013 08:26

“Brasil possui competência científica forte”, afirma doutor em Farmácia durante palestra

Farmácia

A palestra foi realizada para acadêmicos de Farmácia da UNIGRAN

O doutor em Farmácia, Eliezer Jesus Barreiro, esteve na última semana na UNIGRAN e palestrou para acadêmicos do curso de Farmácia. Dr. Barreiro, que coordena o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (LASSBio) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), proferiu a palestra “Planejamento de Fármacos” e em um segundo momento “Aspectos computacionais sobre modelagem molecular”.

O palestrante falou aos participantes sobre as atividades realizadas no laboratório. “Pude discorrer como é o processo de criação de um fármaco, a partir de uma ideia, que é uma coisa abstrata, um pensamento, que fundamentalmente segue a metodologia científica, você constrói, imagina, idealiza, realiza, faz e avalia uma nova substância que pode ser um convidado para ser um fármaco, ou seja, um medicamento”, explica.

Para Dr. Eliezer, o medicamento é um dos instrumentos de promoção da saúde e os estudantes de Farmácia já devem saber como é o processo de criação. “O medicamento concebido, pode ser descoberto ou inventado. Creio que o profissional farmacêutico deve ter noção de como um medicamento nasceu, como ele chegou ali e como ele é descoberto, qual ritmo ou espaço desse processo, ou de descoberta ou de inovação”, afirma.

Em relação à capacidade científica do país, o coordenador do laboratório da UFRJ garante que há um potencial. “O Brasil está caminhando. O país mostra que temos a competência científica forte. Vemos que a capacidade da pós-graduação brasileira é bastante importante, já consolidado em várias áreas. Nós temos instituições muito bem aparelhadas, temos a receita pronta para poder fazer acontecer”, destaca o doutor em Farmácia.

Em sua segunda fala, Barreiro ministrou a palestra “Aspectos computacionais sobre modelagem molecular”. Nesta palestra, ele destaca a importância da computação. “A computação na área do medicamento passa a ter uma relevância muito grande, porque acredite, hoje podemos simular no computador até um animal de laboratório. Hoje podemos simular como uma molécula, por exemplo, a substância que ainda não existe, mas que você pretende inventar vai se comportar quando utilizada no comprimido por via oral. Isso tudo pode ser simulado computacionalmente”, revela.

Questionado se com essa tecnologia os testes em animais poderão acabar, doutor Eliezer pondera, “não conseguiremos substituir totalmente, por quê? Pois nós precisamos ter o elemento vivo para avaliar o impacto da substância medicamental. Mas buscamos a racionalização do uso dos animais, ou seja, sempre o menor possível e de preferência, já eliminando eventuais sofrimentos”. [IO]

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