28/08/2013 08:00

Prevalência de sífilis no sistema carcerário do MS é abordada em palestra

Biomedicina

Estudantes colocaram em prática os estudos teóricos durante os minicursos

A X Jornada de Biomedicina da UNIGRAN tratou de diversos assuntos em palestras e minicursos como análises hematológicas, micológico direto, anatomia radiológica e análise do líquor. Entre as temáticas, o evento mostrou uma pesquisa da “Prevalência de sífilis no sistema carcerário do Mato Grosso do Sul”, que está sendo feita pela mestranda em Ciências da Saúde, Maísa Estopa Ferreira.

A biomédica falou sobre a doença infecciosa, o agente, as fases e o perfil de prevalência da sífilis no sistema prisional. Segundo Maísa um dos objetivos da pesquisa é “principalmente devido à escassez de dados na literatura que tem sobre sífilis no sistema prisional. A população privada de liberdade é uma população exposta a doenças infecto-contagiosas, como HIV, AIDS, Hepatites Virais, sífilis e doenças infecciosas como a tuberculose. Então, por isso que é fundamental a pesquisa nessas áreas que, muitas vezes nesses sistemas, é negligenciada”.

Dentre os fatores que acarretam sífilis dentro do sistema carcerário, a egressa da UNIGRAN alerta que “são apontados o compartilhamento de seringas, objetos perfurocortantes, o sexo sem proteção – facilitado pelas visitas íntimas. Assim, a comunidade de fora pode também ser afetada”.

Na palestra, Maísa ainda falou sobre a parte do diagnóstico na análise das amostras. “São mais de duas mil amostras que estão sendo coletadas, já fui colher sangue nos presídios de Corumbá, Ponta Porã, Três Lagoas, Dourados e também de Campo Grande, nós estamos finalizando a pesquisa, provavelmente mês que vem”, comenta. Para a biomédica, “o sistema prisional ainda precisa de muitos recursos, principalmente na parte de assistência à saúde. Então são importantes ações voltadas ao sistema prisional”.

Gerenciamento de resíduos

Em outro momento, os estudantes ouviram o soldado da Polícia Militar Ambiental de Dourados, Aparecido dos Santos, sobre a questão de gerenciamento de resíduos. “Na palestra abordei sobre a parte de reciclagem, quem cuida de cada lixo, o responsável pela coleta de lixo no município, a empresa responsável pelo seu lixo e os hospitais também. Foi falado um pouco também sobre o valor da multa aplicada para quem joga o lixo de forma errada, para empresas varia de 5 mil a 50 milhões de reais jogar resíduos sólidos”, enumera.

Durante a fala, o soldado dos Santos explicou a respeito do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que estipula cada município ter que um aterro sanitário até 2014. “Haverá normas específicas para poder fazer a separação da coleta e dentro deste aterro sanitário terá somente o lixo orgânico”, informa.

Segundo o policial militar, o aterro sanitário de Dourados é modelo dentro do estado, pois é totalmente cercado como exige a legislação, não tem contato com a população ou com animais. Porém, “o grande problema é que ainda não é feita totalmente a separação dos resíduos. Falta do município a coleta seletiva nos bairros, falta da população também fazer essa coleta seletiva, separar e deixar a disposição. Nós temos a Agecold [Associação dos Agentes Ecológicos de Dourados], que faz a separação, só que não é suficiente, pois faz a separação nem de 1/3 dos lixos de Dourados”, ressalta.

Diagnósticos Bioquímicos

Outro tema discutido foi a tecnologia no diagnóstico bioquímico, com o professor MSc. Wanderley Onofre Smichtz, que palestrou sobre automação laboratorial e os aparelhos modernos. Para Karine Freitas dos Santos, acadêmica do 6º semestre, as palestras e os temas durante a Jornada foram interessantes e atuais “É um pouco diferente da sala de aula, porque algumas coisas são novidades da nossa área”, considera.

O estudante Edielton Moreira Pastor colaborou na organização da Jornada Acadêmica. “A palestra de automação laboratorial foi a que me chamou mais atenção, além da de hematologia, que também foi muito interessante. É uma área de atuação que muitos biomédicos seguem depois que saem da faculdade. Mas eu prefiro seguir para ambiental”, comenta. [SG]

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