06/02/2013 08:11

Projeto contra incêndio deve ser aprovado antes da execução da obra, diz engenheiro

Engenharia Civil

A vistoria de extintores de incêndio precisar ser realizada todos os anos

No último final de semana de janeiro uma tragédia deixou o Brasil de luto. O incêndio na Boate Kiss em Santa Maria-RS matou mais de 230 jovens. O fogo teve início durante a apresentação de uma banda que utilizou artefatos pirotécnicos no palco. O fato do extintor de incêndio não ter funcionado e não haver saídas de emergência no local contribuiu para que o incêndio deixasse tantas vítimas.

Devido a tragédia muitas discussões foram levantadas sobre alvarás, lotação de casas noturnas e estrutura de locais de entretenimento. O engenheiro civil e coordenador do curso na UNIGRAN, Luiz Henrique Moreira de Carvalho acredita que toda obra tem que ser feito inicialmente todos os projetos inclusive o de pânico e incêndio para aprovação, somente depois deve ser executada. “Todas as empresas são obrigadas a fazer esse projeto, a prefeitura só irá conceder o alvará com a aprovação do corpo de bombeiros”, conta.

De acordo com o engenheiro muitos desses locais são adaptados e não seguem as normas legais. “Normalmente o que ocorre é que as pessoas resolvem depois de construir um galpão, um salão comercial, resolvem adaptá-lo para uma boate noturna, um salão de festas e isso tem normas técnicas para ser cumpridas, e normalmente quando esse espaço foi construído ele não seguiu as normas, e não está apto para este tipo de uso”.

Cada local tem suas normas, segundo Carvalho depende muito da metragem quadrada do lugar, se será um galpão, um supermercado ou uma indústria. “A partir de uma metragem é obrigatório usar extintores. A partir de uma maior metragem terá que usar mangueiras, hidrantes e em outros tipos de uso você vai ter que usar sprinklers, que são sensores de calor, cada tipo de uso é específico. Em residência uni familiar não é necessário”, esclarece.

Caso o projeto seja aprovado e a prefeitura libere o alvará e a empresa não cumpra as normas o corpo de bombeiros tem o poder de lacrar e fechar o estabelecimento até que se regularize a situação. “As leis são implícitas, mas o que tem que mudar é a consciência dos profissionais habilitados e até mesmo dos que usam, ou seja, não tentar burlar a lei. O ideal é que o usuário denuncie, porque na hora em que todos estiverem com a mesma consciência, com certeza esse tipo de evento não ocorrerá mais”. (IO)

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