20/11/2012 11:31

Dia da Consciência Negra estimula debates na sociedade

A contribuição africana à cultura brasileira foi imensa, como a capoeira, por exemplo

Em aproximadamente 400 cidades do Brasil, hoje é feriado, mas em todas elas, o 20 de novembro deve ser dedicado à reflexão. Desde a década de 1960 é comemorado, nessa data, o Dia da Consciência Negra. Com palestras e eventos educativos, entidades e organizações buscam conscientizar – principalmente crianças negras – sobre a história e as lutas dos africanos e seus descendentes no Brasil.

Para a pró-reitora de Ensino e Extensão da UNIGRAN, Terezinha Bazé de Lima, “bem mais que o feriado, é importante conhecer a história verdadeira dos africanos e seus descendentes em terra brasileira, efetivar políticas públicas para inserção de negros nas escolas, mídia e mercado de trabalho e erradicar em nosso país qualquer tipo de discriminação e preconceito”.

De acordo com o Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, dos 191 milhões de brasileiros, 15 milhões se declararam como pretos e 82 milhões como pardos. Daí a importância da Lei 10.639 de janeiro de 2003, que institui a inserção de conteúdos sobre História da África, africanos e seus descendentes e cultura, vida e contribuições dos negros na formação da sociedade brasileira nos currículos escolares da Educação Infantil ao Ensino Superior.

Para preparar os futuros professores e pedagogos, o curso de Pedagogia da UNIGRAN conta com a disciplina Relações Étnicorraciais. Segundo a pró-reitora, a abordagem desses temas em sala é fundamental. “A história é digna de ser conhecida e contada para nossos alunos nos bancos escolares, da Educação Infantil à Pós Graduação”, opina.

História

A data foi escolhida para coincidir com a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Zumbi foi um dos maiores defensores dos escravos e líder do Quilombo dos Palmares, que durante cem anos recebeu escravos foragidos das fazendas e lutou contra os senhores escravagistas.

Foi só em 1694 que Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, com um grupo de 9000 homens, derrotou Palmares e matou seu líder. Desde então, Zumbi se tornou um símbolo de resistência e orgulho negro e é homenageado até hoje com celebrações e monumentos. (TD)

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