28/08/2012 09:56

Acadêmicos se aproximam da realidade através do júri simulado

Júri simulado envolve acadêmicos e apresenta caso real
A sala do júri, com um grande público assistindo enquanto advogados pesquisam e argumentam para decidir a vida de um réu, é um ambiente comum para quem gosta de filmes de julgamentos. É essa a imagem que muita gente tem do trabalho de um advogado, mas ela nem sempre condiz com a realidade. E é para mostrar como as coisas funcionam e permitir que os acadêmicos vivenciem essa experiência que, durante a Semana Jurídica da UNIGRAN, acontece o júri simulado. Mas por que esse é um dos momentos mais esperados da Semana? Um dos coordenadores da atividade, o professor Felipe Cazuo Azuma, acredita que o sucesso acontece porque “o júri pode ser considerado como a grande vitrine da advocacia e é um processo democrático, onde sete pessoas leigas, sem nenhum conhecimento jurídico, irão julgar um igual”, diz. Participam do júri simulado alunos do 2º e do 10º semestre. Os primeiros, como parte do júri; já os segundos, como os promotores e defensores do caso. Ana Carolina Marangoni é uma das acadêmicas que participa como jurada. Ela já assistiu vários júris, mas é a primeira vez que participa de um. “Quando a gente assiste sem conhecimento, ficamos em dúvida, mas com o conhecimento do Direito passamos a aprender a julgar e ver os lados com a razão, sem emoção”, conta. Do outro lado está Jacson Renato Beluzi, do 10º semestre. Ele, que participou de todas as Semanas Jurídicas desde seu primeiro semestre, agora é um dos promotores responsáveis por condenar o réu. “É algo novo que ajuda a mostrar ao acadêmico seu papel diante da sociedade, além de auxiliar o aluno na oratória e no contato com o público”, opina o estudante de Direito. A cada ano, o júri simulado propõe novos desafios, como explica o professor Felipe. “Nós procuramos inovar todos os anos, com casos reais e algumas vezes com casos temáticos, até para tornar o júri ainda mais atrativo”. No ano passado, o caso julgado pelos acadêmicos foi a possível infidelidade de Capitu, da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Com essas práticas, o aluno já terá em sua bagagem experiência diferenciada. “Para os acadêmicos do 2º semestre, é interessante porque ele começa a ter contato com a instituição do júri que ele não conhecia ou só conhecia dos filmes e vai aprender de fato o que é julgar; já para os acadêmicos do 10º é um momento de coroação de cinco anos de estudo”, diz o professor. Mas a contribuição vai além do campo profissional. Jacson Renato acredita que a complexidade do julgamento acrescenta também em sua vida pessoal. “É muito simples sentar do lado de lá. Quando você está aqui, passa por uma transformação, começa a observar tudo, como as pessoas e mesmo o réu se comportam”, conclui. (TD)
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