25/08/2012 08:42

Promotora da Infância e da Juventude de Dourados palestra para acadêmicos

Acadêmicos conheceram o dia a dia da Promotoria da Infância e da Juventude de Dourados
O Projeto de Extensão “Conhecendo o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente” promoveu um bate-papo com a promotora da Infância e da Juventude de Dourados, Dr.ª Fabrícia Barbosa Lima e acadêmicos dos ID_CURSOs de Direito, Serviço Social e Psicologia da UNIGRAN. Aos finais de semana são realizadas visitas em entidades e na UNIGRAN, os estudantes recebem capacitação em palestras temáticas com os profissionais que atuam na infância e juventude. O coordenador do projeto que teve início em 2006, professor Robson Moraes dos Santos, explica que “o objetivo é trazer uma formação especializada para estes acadêmicos, principalmente para aqueles que são de outras cidades, para que possam ser colaboradores”. “Buscamos trazer a promotora neste evento, principalmente porque em Dourados há um grande número de adolescentes em conflito com a lei, que têm acesso a drogas lícitas e ilícitas. E o Ministério Público vem trabalhando nesta área visando diminuir a violação, a ameaça aos direitos da criança e do adolescente”, ressalta o professor Robson. Na oportunidade, Dr.ª Fabrícia falou um pouco sobre o trabalho da promotoria, o dia a dia, as iniciativas que vêm sendo tomadas em relação às crianças e adolescentes de Dourados que foram colocados em situação de risco. Segundo a promotora, o Ministério Público ainda “cuida das Unidades de Internação, as Uneis, fiscaliza as entidades de acolhimento de menores em situação de risco, faz fiscalizações das festas, que junto com os fiscais do juízo, vem também prevenindo algumas situações com caráter pedagógico”. A promotora da Infância e Juventude afirmou que, na cidade, “os vários abrigos estão lotados, inclusive com crianças maiores, nós estamos tendo dificuldade para inseri-los em família substituta como adoção”. Conforme a Dr.ª Fabrícia cada caso é analisado separadamente, “se a criança sofreu abuso sexual dos pais, se os pais não cuidam direito ou que muitas vezes são dependentes químico, pois a dependência química dos pais é um grande problema que nós enfrentamos e talvez, a maior causa da vulnerabilidade dos menores”. Com isso, o MP busca tratamento para estes pais. “Nos casos extremos nós fazemos o acolhimento destas crianças, tentamos reestruturar a família para receber de volta aquela criança. É claro que, em casos graves, como por exemplo, de abuso sexual, a situação é irreversível, essa criança é colocada em um lar substituto, não tem a menor condição de voltar a viver com o agressor”, garante a promotora. Para Diego Morales da Silva, 2º semestre de Direito, “a palestra com Drª Fabrícia foi de grande valia para nós acadêmicos que prestigiamos, pois foi extremamente específica em suas explicações”. Dos assuntos abordados, o estudante destaca “a defesa dos direitos sociais ligados à infância e juventude, os direitos coletivos e difusos relacionados à educação, saúde, humanidade no trato de adolescentes infratores e dos interesses individuais indisponíveis que afetam crianças e adolescentes, como vaga em creches, escolas, obtenção de atendimento médico especializado, medicamentos, próteses, convivência familiar, proteção à família natural e colocação em famílias substitutas”. (SG)
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