08/08/2012 08:02

Autismo é debatido em seminário na UNIGRAN

Crianças autistas normalmente preferem brincadeiras solitárias
Papel dos educadores e formas de inclusão são os principais tópicos das palestras Atualmente, cerca de dois milhões de brasileiros percebem o mundo de forma diferente. Esse é o número de pessoas com transtorno do espectro autista, condição comumente conhecida como autismo, mas apesar de ter uma incidência em crianças mais comum do que AIDS, diabetes e câncer, o autismo ainda gera dúvidas na cabeça de muita gente. Antes de tudo, é preciso esclarecer o que o autismo não é. “As crianças apresentam um embotamento afetivo, mas não quer dizer que eles tenham um comprometimento intelectual”, explica a psicóloga Rosemeire Souza Martins, professora da UNIGRAN. “Às vezes essas crianças têm alguma habilidade, com a matemática, por exemplo, mas até pelo fato de não ter uma comunicação com o mundo externo, fica difícil avaliar”, diz. O que acontece é que, por perceber o seu entorno de forma diferente, o autista encontra dificuldades de se relacionar com o mundo como as outras pessoas. “Para a criança, não existe o outro, ela tem seu mundinho próprio. Ela não tem o simbolismo que as outras crianças têm, por exemplo, no faz de conta; eles não têm uma relação externa”, afirma Rosemeire. O diagnóstico pode ser feito muito cedo, o que ajuda os pais a se adaptarem, por exemplo, à necessidade de uma rotina constante. “O psicólogo, o psiquiatra e, em alguns casos, neurologistas, também pode fazer a avaliação. Podemos observar no bebê que ele tem um comportamento diferenciado dos outros, o bebê autista é mais alheio. Parece uma criança muito distante”, exemplifica. Rosemeire ainda explica que, para o educador, o desafio é adaptar a metodologia de ensino ao mundo do autista. “O professor precisa entender que não adianta tentar trazer o aluno para o seu mundo, é preciso antes compreender o universo da criança e, dentro daquilo que é confiável pra ela, ela vai executando. Então, o primeiro passo, é estabelecer uma relação de confiança”, diz. Justamente para discutir métodos de inclusão, tão importantes para a adaptação do autista, é que acontecerá na UNIGRAN, nos dias 10 e 11 de agosto, o “2º Seminário sobre Autismo: diagnóstico, intervenção e inclusão”, realizado pela Associação de Pais e Amigos dos Autistas da Grande Dourados (AAGD). Ana Claudia Pereira da Silva Brito é presidente da Associação e explica mais sobre o evento. “O objetivo do Seminário é difundir informações atualizadas sobre os transtornos do espectro do Autismo com ênfase no diagnóstico, tratamento e educação, numa perspectiva inclusiva”, conta. Um dos principais pontos abordados pelo evento é a função do educador diante da criança autista. “O educador tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança com autismo. Ele é o facilitador no processo educacional, e, para tanto, precisa reconhecer o nível de desenvolvimento da criança”, explica Ana Claudia. Andreia Pereira da Silva é pedagoga e acadêmica de Psicologia da UNIGRAN e, para ela, uma das grandes preocupações da família é a integração do autista em uma escola comum. “Nesse sentido, destaca-se o papel do professor, como mediador das relações da criança no contexto escolar e na aprendizagem, criando reID_CURSOs diferenciados que favoreça a participação nas atividades, tornando mais fácil a compreensão dos conteúdos”, explica. Ela destaca que é importante que o educador respeite os limites da criança. “Vale ressaltar que cada criança com autismo tem diferentes ritmos tanto de aprendizagem quanto na socialização”. Para Andreia, “discutir o papel que o educador tem na vida do aluno com autismo é enfatizar a importância que o professor deve ter de conhecimento sobre as desordens geradas pelo autismo, e levá-lo a refletir as praticas adotadas em sala de aula, facilitando assim a vida do professor no atendimento educacional em busca de resultados satisfatórios”. Inscrições As palestras abordarão assuntos desde os aspectos legais da inclusão do autista até o uso de novas tecnologias, como tablets, no auxílio à aprendizagem. As inscrições podem ser feitas até o dia do evento, na rua João Cândido Câmara, 1669 (em frente ao Parque dos Ipês). Podem participar profissionais da área da saúde, pedagogos, pais, acadêmicos e outros interessados. Mais informações através dos telefones (67) 3422-0282 / 8468-1906 / 3426-8147. (TD)
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