15/03/2012 10:45

Após mutirão, Casa da Divina Providência se tornará entidade legalizada

Acadêmicos da UNIGRAN ajudaram na limpeza da Casa da Divina Providência
Depois de ser interditada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por falta de condições básicas para acolher pessoas, a Casa da Divina Providência que funciona como moradia para desabrigados, recebeu um mutirão de limpeza. A ação foi organizada pelo Núcleo de Atendimento Social à Comunidade (NASC) da UNIGRAN, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e MPE. De acordo com a assistente social do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) e representante do Conselho Municipal, Márcia Floriano, o mutirão realizado beneficia não só pela questão da higiene, mas também da cidadania dos moradores. “Vamos fazer um arquivo para saber quem é quem, com o histórico poderemos localizar documentos, familiares e até mesmo quem tem benefícios vai poder receber, então a intenção do mutirão foi de organizar”, conta Márcia. A assistente social explica que para uma entidade receber ajuda governamental é preciso ser legalizada, no caso da casa da Divina Providência a atualização da documentação não era realizada há anos, “a documentação está ilegal, é por isso que o Ministério Público está agindo. Após toda legalização será dividido o espaço e se formará uma fundação. A casa será uma entidade, na qual mais pessoas poderão ser ajudadas, que seja um lugar digno dentro da legalidade”, completa. Segundo o Conselho Municipal, com a regularização e a formação de uma entidade sem fins lucrativos, a casa receberá acompanhamento médico, já que muitos moradores têm problemas de saúde, também poderá contar com cozinheira, que se responsabilizará pela alimentação e pessoas que cuidarão da limpeza e organização da casa. A casa é grande com vários cômodos, por isso para limpar e organizar tudo foi necessário uma equipe. Mobilizados pela causa, os acadêmicos dos ID_CURSOs de Serviço Social e Agronomia da UNIGRAN ajudaram no mutirão de limpeza. A acadêmica do 5º semestre de Serviço Social, Elena Martins Ribeiro, fala sobre a ação, “depois desse dia vou levar muita experiência, pela humanização do valor da pessoa, isso é o principal”. Casa da Divina Providência “Vocação que veio do pai”, é assim que dona Roselina Colaço de Azevedo, de 90 anos, fundadora da Casa da Divina Providência, descreve a generosidade de abrir as portas de sua casa para acolher pessoas que nem conhece. Nascida na cidade de Limoeiro em Pernambuco, a senDATA_HORA ainda forte e muito brincalhona chegou a Dourados em 1936. Dona Roselina conta que as primeiras pessoas a acolher em sua casa foram a irmã, que havia ficado viúva com cinco filhos, um cunhado doente e uma senDATA_HORA mordida por cobra, isso em 1956. Em janeiro de 1957, ela conseguiu construir onde hoje é a Casa da Divina providência e se mudou com todos. Solteira por causa de votos religiosos, Roselina adotou seis filhos, sustentava todos com um pequeno dote que trouxe quando veio de Pernambuco e com salário de serviços que fazia na igreja, onde trabalhou por seis anos. Quando saiu do emprego começo a costurar, “comprava tecido em saldão de loja, fazia as roupas e saia pra vender, assim consegui comprar mais dois lotes aqui do lado para aumentar a casa”, conta a fundadora. Após comprar os terrenos Roselina construiu a outra parte da residência, “encontrava pela cidade restos de construção e trazia para casa, passava dia e noite assentando tijolo, fiz a segunda parte da casa como minhas mãos”, disse a senDATA_HORA. O nome Divina Providência surgiu pelo costume da fundadora de citar a expressão. A casa já abrigou 80 pessoas, hoje são aproximadamente 40 moradores. Prestes a completar 91 anos, dona Roselina conclui: “o que uma mão faz a outra não precisa saber. E eu sempre sou feliz fazendo isso”. (IO)
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