04/10/2008 14:31

Ventilação mecânica exige a atuação do fisioterapeuta.

Andrey Wirgues, graduado na UNIGRAN e hoje supervisor de fisioterapia da Santa Casa de São Paulo, ministrou miniID_CURSO na Jornada de Fisioterapia.
A atuação do fisioterapeuta na recuperação de pacientes com problemas de insuficiência respiratória foi destacada no mini-ID_CURSO “Ventilação Mecânica”, realizado durante a X Jornada Acadêmica de Fisioterapia da UNIGRAN. As habilidades e conhecimentos a respeito de doença respiratória, além da experiência em avaliar a função ventilatória dos pulmões, para promover qualidade de vida, mostram a importância do fisioterapeuta junto à equipe multidisciplinar que acompanha o paciente. O processo de tratamento da enfermidade inclui desde a avaliação do paciente até a seleção do equipamento e montagem, adaptação do paciente à máscara e à máquina, além da monitoração contínua das respostas do paciente à terapia. O assunto foi tratado pelo fisioterapeuta graduado na UNIGRAN Andrey Wirgues de Souza, dos hospitais Santa Casa e Samaritano, de São Paulo. A ventilação mecânica é um método de suporte ventilatório em que uma máquina movimenta os gases para dentro e para fora dos pulmões, por meio de dois processos de atendimento. O não-invasivo, que oferece suporte ventilatório com máscara, e o invasiva, utilizadas em quadros clínicas mais graves, em que se utilizam tubos respiratórios. Nesse caso, a máquina faz todo o processo de respiração do paciente. Andrey esclarece que procedimentos desconhecidos de atenção a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc) não oferece oxigênio à recuperação do paciente, podendo comprometer sua saúde, se aplicado em volume superior. Em muitos casos, acontece de o paciente receber quantidades maiores de oxigênio, nos hospitais, o que pode levar à consciência e ao desmaio. “É necessário regular o oxigênio; para isso, um fisioterapeuta deve acompanhar a recuperação”, explica. A doença pulmonar obstrutiva crônica é caracterizada pela limitação do fluxo de gases na fase expiratória, acompanhada de insuficiência respiratória aguda. O processo da avaliação do quadro clínico para se aplicar a ventilação mecânica atende a critérios que dependem do fisioterapeuta para identificar as medidas corretas da insuficiência respiratória. Entre as medidas a serem observadas, segundo Andrey, está a identificação das correntes da respiração, freqüência respiratória, pressão expiratória máxima, embora, na prática, pouco é administrado pelo fato do paciente chegar ao hospital em estado de crise, impedindo que uma auto-avaliação seja feita antes de iniciar o atendimento respiratório. Mas o êxito do programa de reabilitação pulmonar depende da atenção a todos os componentes do processo patológico, avalia ele, reiterando que há também a necessidade da monitorar e ajustar o respirador para se otimizar o suporte ventilatório e maximizar o seu conforto, o que exige um sólido conhecimento da fisiologia respiratória, assim como habilidade clínica em avaliar a resposta à terapia. O mini-ID_CURSO de ventilação mecânica tratou ainda sobre o algoritmo do sistema ventilatório, métodos afirmativos da aplicação da ventilação mecânica e o “desmame”, que é o processo transitório entre o suporte mecânico para a respiração espontânea. (FV)
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