15/03/2002 15:34

Encomex pode marcar novos rumos econômicos para Dourados.

O "41º Encontro de Comércio Exterior", Encomex, realizado ontem no anfiteatro do Sesi, repercutiu de forma altamente positiva entre o empresariado da Grande Dourados. Os mais de duzentos participantes saíram animados do evento que tratou das oportunidades de negócios internacionais e do suporte que o governo federal está dando aos micro, pequenos e grandes empresários para que eles possam exportar mais. Nesse trabalho integrado, estão agentes financeiros, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, a Receita Federal, as associações brasileiras de todos os segmentos empresariais e os Correios: hoje, pode-se até mesmo remeter mercadorias a clientes de outros países via Correios. A realização do "Encomex" em Dourados resulta do reconhecimento de que a região sul de MS é uma das que reúnem as melhores condições de se tornarem grande centros exportadores. Com um PIB anual da ordem de R$ 2 bilhões, a região é uma das maiores produtoras mundiais de grãos e carnes, possui modernas agroindústrias e está num processo crescente de diversificação de atividades e de desenvolvimento. Além disso, situa-se próxima ao Mercosul e a alguns países andinos e fica num entroncamento de rodovias importantes, que levam ao Sul, ao Sudeste e ao Norte do país, inclusive aos portos marítimos de Santos e Paranaguá, por onde o Estado escoa a sua produção agrícola de exportação, mas com perda fiscal de ICMS estimada em 40% (no caso da soja). Baseando-se nessa e noutras características regionais, o presidente de honra da UNIGRAN, engenheiro Murilo Zauith, propõe a criação de uma "Estação Aduaneira Interior (EADI)", comumente chamada de Porto Seco, em Dourados. Junto com ele nessa idéia - que já se tornou um projeto bem detalhado - está a maioria dos empresários da região e um grande número de especialistas em Comércio Exterior e em serviços aduaneiros. "O Porto Seco representará um novo salto de crescimento para a nossa região, permitindo a instalação de mais empresas e o aumento do número de empregos e de oportunidades para as pessoas", disse ele em sua palestra, a que abriu o Painel Políticas e Ações de Comércio Exterior. Nessa parte, falaram em seguida o diretor comercial da EADI de Bauru, SP, Antonio Grillo Neto, o gerente geral do Banco do Brasil, em Dourados, Carlos Eduardo Ocariz, o representante dos Correios, Adauto Lissaraca Espindola, que explicou o "Exporte Fácil", o gerente geral da Caixa em Dourados, Paulo Antunes de Siqueira, e o industrial do ramo de rações José Antônio Guzman, proprietário da Navimix. No outro painel, foram discutidos temas relativos às Oportunidades para o Comércio Exterior Brasileiro. O Evento (Élvio Lopes/O Progresso)- Com o auditório do Sesi completamente lotado, o "Encomex" reuniu empresários, autoridades, economistas e pessoas ligadas ao incentivo à exportação de produtos brasileiros para outros países do mundo. A abertura do evento foi feita pelo prefeito Laerte Tetila e pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Dourados, Sérgio Braga, com a participação na mesa diretora dos trabalhos do representante da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Augusto Sérvulo Cintra de Melo; do deputado Murilo Zauith; do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Alfredo Fernandes, e do superintendente Regional do Banco do Brasil, José Carlos dos Reis da Silva. Na seqüência, foi instalada a mesa diretora do primeiro painel, com palestras proferidas por Regina Silvério, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT). Ela destacou a importância da "TexBrasil" na assessoria dos produtores de moda do País para o reconhecimento de suas marcas nos principais mercados mundiais e, com apoio da Agência de Promoção de Exportações (APEX), para auxiliar na capacitação e articulação do setor para uma oferta organizada de produtos têxteis e confecções brasileiras no exterior. Também proferiram palestras o assessor técnico da APEX, Geraldo Eustáquio de Oliveira; o presidente do Sindivest/MS, José Francisco Veloso Ribeiro, e o representante da Secex, Augusto Sérvulo, também explicando sobre as potencialidades do mercado exterior para os produtos brasileiros. Uma das palestras que mais despertaram a atenção foi proferida pelo representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Adauto Rodrigues, que explicou as potencialidades do setor de agronegócios, responsáveis pela fatia de 41,15% da exportação nacional. Ele ressaltou que o consumo per capita de carne nos países do Mercosul é o maior do mundo, 56,30 kg por pessoa (seguindo-se a América do Norte, 32,7 kg; a Europa, 20 kg e a Ásia, 9,50 kg). "Isso nos abre um mercado potencial tanto para o mercado europeu, quanto para o asiático", destacou Rodrigues. Segundo ele, o mercado é bastante competitivo, existe proteção de outros concorrentes e, quando surge um problema no Brasil, ele é explorado ao extremo justamente pela concorrência acirrada. Destacou ainda que não se pode vender animais ou vegetais sem que as áreas estejam livres de doenças, referindo-se, principalmente, à febre aftosa. Para Rodrigues, o aumento da produtividade, a qualidade na produção e a melhor gestão dos negócios agropecuários são condicionantes para a oportunidade de ampliação do consumo da carne brasileira no exterior. Hoje, a exportação de carne está em segundo lugar, com R$ 2,5 milhões, atrás apenas da soja, que detém R$ 5,2 milhões, e seguida do açúcar e álcool, com R$ 2,2 milhões. Antonio Comardelle, diretor da Abiec, destacou a necessidade de uma grande revolução cultural na parte técnica das exportações, lembrando que o produtor deve procurar os órgãos especializados em exportação para receber uma assessoria adequada e colocar seus produtos no exterior. O encontro foi dividido em dois eixos:painéis de discussão e os despachos executivos (atendimento individualizado a empreendedores interessados em exportar) com técnicos da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). FOTO (Hédio Fazan): presidente da FIEMS, Alfredo Fernandes, discursa na abertura do 41º Encomex
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