13/03/2007 16:29

Equipamento fotográfico transforma-se em ferramenta fisioterápica.

Palestra do fisioterapeuta José Ronaldo Veronesi Jr, na UNIGRAN, na semana passada.
Câmera digital, tripé, software de imagens digitais. Quem vê esses elementos enumerados, imediatamente volta-se para o contexto de um estúdio fotográfico. Ledo engano. Estamos falando da ferramenta de estudo de Fisioterapia chamada fotogrametria computadorizada. A técnica, bem como a eletromiografia de superfície, foi abordada na palestra proferida para acadêmicos e egressos do ID_CURSO de Fisioterapia da UNIGRAN, pelo mestre e professor de Fisioterapia José Ronaldo Veronesi Jr., dia 08 de março. “Através de pesquisas descobriu-se que é possível, com softwares comuns, usar uma fotografia para quantificar todo o contexto do posto de trabalho, da amplitude de um movimento. Coisas que tínhamos dificuldades e subjetividade para fazer dentro das ferramentas normais da fisioterapia e que hoje ficou muito mais fácil com essa nova tecnologia”, assinala Veronesi. O próprio palestrante utilizou-se as ferramentas, em sua tese de mestrado, para comprovar uma técnica de tratamento muito utilizada no país que é a Reeducação Postural Global (RPG). Durante a palestra, Veronesi mostrou ao auditório lotado que as ferramentas podem ser utilizadas para analisar muitas outras coisas dentro da Fisioterapia, facilitando o trabalho do profissional ao mesmo tempo em que possibilitam uma comprovação se o trabalho foi eficaz ou não. “Até então a gente tinha uma subjetividade”, disse ele, referindo-se ao que qualificou como falta de cientificidade da área, por ser uma ciência nova. “Agora não, você consegue mostrar através de números e de imagens que a pessoa melhorou e aí, obviamente, isso dará uma consolidação muito mais construtiva para a profissão, fidedignidade maior a tudo aquilo que a gente faz”, acrescentou. Na fotogrametria, o fisioterapeuta tira uma foto do paciente e joga no programa (Corel Draw) e mede suas posturas, movimentos, desvios em inúmeras situações. Veronesi citou como exemplo medir a angulação que o atleta de voleibol usa durante uma cortada, um dado que o profissional não conseguiria sem a técnica, devido ao dinamismo que a atividade oferece. Já a Eletromiografia de Superfície revela evidência neuro-muscular. O aparelho (eletromiógrafo) faz uma análise on-line do que está acontecendo com o organismo do paciente, permitindo ao profissional verificar como o sistema nervoso está se comportando. “Com isso se consegue ver, por exemplo, no antes e depois de um tratamento, se ele foi eficaz”, disse ele que lembrou ser necessário o uso de ferramentas mais eficazes e construtivas para diagnósticos e tratamentos fisioterápicos. (CM) SAIBA MAIS: http://www.coffito.org.br/doc/17biofoto.doc
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