Crianças visitam sala-ambiente de Educação Infantil criada por acadêmicos de Pedagogia.

Estudantes montaram “cantinhos lúdicos” que podem compensar, pelo menos em parte, a falta de brinquedotecas nas escolas e creches.
Nesta semana de provas em todos os ID_CURSOs da UNIGRAN, os acadêmicos de 3º ano de Pedagogia foram avaliados, ontem, de uma forma diferente. Um grupo de vinte crianças veio conhecer a sala-ambiente de Educação Infantil que os estudantes organizaram como atividade prática da disciplina de “Atividades Lúdicas na Educação Infantil”. As notas para cada trabalho foram dadas por vários professores do ID_CURSO, segundo critérios de adequação, utilidade, criatividade e outros tópicos relacionados às teorias educacionais. As avaliações do corpo docente não foram divulgadas; no entanto, o envolvimento dos pequenos visitantes nas atividades propostas é sinal de que elas deverão ser positivas. Os trabalho dos acadêmicos consistiu em organizar, na sala de aula, “cantinhos” com finalidades lúdicas específicas, de onde as crianças só saíram para o lanche que foi oferecido a elas. A impressão da professora responsável pela disciplina, Lúcia Eugência Pittas Martini, sobre o cumprimento das tarefas, também parece ser favorável. “Tudo isso foi montado com a criatividade dos alunos e, na maior parte, os objetos foram feitos de sucata, para mostrar que nem sempre teremos condições de fazer uma coisa luxuosa nas Escolas”, explicou. Ela diz que a maioria das creches e Escolas de Educação Infantil não possui uma “brinquedoteca”, que, como o nome sugere, é um local onde a criança literalmente aprende brincando. Para compensar essa falta, os futuros educadores aprendem, ainda no ID_CURSO de Pedagogia, a criar ambientes lúdicos dentro das salas de aula, semelhantes a uma “brinquedoteca”, “tendo como referência o desenvolvimento da criança nos aspectos afetivo e cognitivo, que é a inteligência; psicomotor, que é a coordenação de seus movimentos; as linguagens oral e escrita; e os conhecimentos de matemática, artes, música, natureza e sociedade”. A explicação mostra que ser professor na Educação Infantil é uma profissão que exige muitas qualificações. No “Cantinho dos Jogos”, por exemplo, a acadêmica Carla Milene Gomes observou como alguns objetos coloridos entretiveram Isabela Gomes, de 5 anos, por longo tempo. “Brincando, ela vai descobrindo as cores, as formas, os números, as letras e vai formando o seu conhecimento do mundo”, disse a estudante. No “Cantinho da Leitura”, o grupo que o organizou foi bastante criativo ao confeccionar livros cujas folhas são de tecido. “Nós pesquisamos as historinhas que as crianças mais gostam e, a partir dessa pesquisa, a gente começou a elaborar os livros. A maioria deles foi confeccionada por nós, com tecidos e canetas hidrocor, de acordo com o que as crianças gostam de ler”, disse Sônia Vasquez. Lidos pelas crianças ou contados pelo professor, os contos infantis como “Rapunzel” ou “Os Três Porquinhos”, citados pela menina Caroline da Silva como os preferidos dela, exercem funções importantes no desenvolvimento lingüístico e cultural das crianças, sem falar em valores sociais como a justiça, a ética e a moral. Segundo a acadêmica Florinice da Silva Carvalho, para elas, os contos de fadas não têm nada de historinhas. “A gente [adultos] acha que é uma simples história, mas para a criança a história é coisa séria. Ela vive o mundo das fantasias como se fosse um mundo de verdade; ao mesmo tempo em que ela está brincando, ela está fazendo parte daquele mundo da historinha”, falou. Os trabalhos apresentados nesta terça-feira marcaram o início de um grande número de atividades práticas que a turma de 3º ano de Pedagogia realizará este ano na área de Educação Infantil, e que terão a participação de crianças de várias Escolas e Creches de Dourados.

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