Acadêmicos são destaques no 4º dia da "Semana Acadêmica de Psicologia".

Sob o olhar da profª André Brunetto e de uma platéia surpreendida com a performance, Josélia Ferraz dramatizou um dos casos mais ilustres de loucura.
As produções dos acadêmicos do 2º ano de Psicologia apresentadas nesta quinta-feira, quarto dia da “Semana Acadêmica de Psicologia” da UNIGRAN, são novamente candidatos a participarem de um Congresso de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), como os trabalhos “Toxicomania: Falta de Esperança?” e o “Estudo Psicanalítico sobre as obras de Shakespeare”, que foram levados ao “I Congresso Brasileiro de Psicologia, Ciência e Profissão”, no início deste mês. Desenvolvidos dentro da temática “Arte e Loucura” e dos conteúdos da disciplina de Psicopatologia, os estudantes mergulharam na história de alguns “loucos” célebres, complementando as exposições de suas pesquisas com performances teatrais dignas de elogios dos críticos mais exigentes. “Eu pedi artigos; cada grupo iria apresentar um artigo, mas os painéis, as camisetas, o teatro, tudo isso é arte dos alunos. Eu estou tão surpresa quanto todo mundo”, declarou a professora Andréa Brunetto, orientadora da turma, lembrando os anteriores. “O trabalho sobre Shakespeare, do ano passado, foi aceito no Congresso da USP e fiquei felicíssima; esses aqui eu vou fazer questão de levar adiante também”, disse a professora. Ela explica que a “Psicopatologia” é uma disciplina difícil, repleta doenças e sintomas, e que achou importante estudá-la a partir de alguns casos clínicos famosos. Dos nove pesquisados, os acadêmicos selecionaram para a “IV Semana Acadêmica de Psicologia”, as histórias do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890) e do sergipano Arthur Bispo do Rosário (1909/11–1985) – que viveu durante 50 anos em um asilo psiquiátrico do Rio de Janeiro e cujas obras são motivos de admiração e estudos científicos no mundo todo. Porém, a forma de apresentação do teatrólogo francês Antonin Artaud (1896-1948) e o advogado, juiz de Direito e intelectual alemão Daniel Paul Schereber (1842-1911), autor de “Memórias de um Doente dos Nervos”, livro estudado por Freud, foi o que mais causou impacto na platéia e professores. Em comum entre todos essas personagens está o fato de todos terem sido pessoas exóticas e mentalmente perturbadas a ponto de serem rotuladas de loucos. Foram, inclusive, internadas em manicômios. Mas hoje, “Antonin Artaud” e “Paul Schereder”, especialmente, arrancaram demorados aplausos nas impressionantes representações das acadêmicas Josélia Ferraz Soares, como Artaud, e Keila Valério Pereira, estudante que contracenou com o bailarino Rilvan Barbosa nas alucinações de Paul Schereder, vítima do pai que tinha por método educacional amarrar os filhos em instrumentos ortopédicos durante o sono para ‘‘corrigir’’ a postura física e moral e, depois, dos tratamentos psiquiátricos da época. Para a professora André Brunetto, esses artistas, considerados inúteis em suas épocas, deixaram uma marca para a posteridade e mostram que o louco também uma verdade.

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