Acadêmicos de Fisioterapia da UNIGRAN aprendem sobre músculos com metodologias ativas

Em dinâmica e criativa, alunos de Fisioterapia aprenderam sobre músculos e suas estruturas

Acadêmicos do 3º semestre de Fisioterapia da UNIGRAN participaram de uma aula sobre músculos e suas estruturas utilizando metodologias ativas. A atividade foi coordenada pela professora Ângela Midori, na disciplina de Cinesiologia e Biomecânica, e consistiu na formação de grupos que desenharam alguns músculos e suas estruturas nos próprios colegas, dinamizando e potencializando o aprendizado.

Midori explicou que o método é ideal para atender a complexidade do conteúdo. “Essas aulas incluem um conteúdo muito extenso, pois são muitos músculos para serem estudados, e eu tenho observado que eles têm dificuldade de entender somente utilizando as imagens. Enquanto futuros fisioterapeutas, eles precisam visualizar os músculos através da pele e decifrar a estrutura óssea, a inserção do músculo, nomenclaturas, entre outros. Quando utilizamos esses métodos temos um aproveitamento maior, além da participação ativa no processo de aprendizado”, disse.

O aluno Igor Pires Santos destacou a melhora no desempenho acadêmico a partir da utilização das metodologias ativas. “Este formato de aula contribui significativamente na melhoria do nosso aprendizado, pois é prático e facilita a localização dos músculos e suas estruturas, o que é imprescindível no exercício da nossa profissão, pois nos tratamentos temos que localizar o que devemos estabilizar e movimentar para reabilitar um paciente. Sem contar que esta metodologia exige maior atenção da gente, o que garante maior aprendizado”, apontou.

A utilização de metodologias ativas pelos docentes na UNIGRAN foi intensificada a partir da iniciativa da Pró-reitoria de Ensino e Extensão que trouxe o professor doutor Ricardo Ramos Fragelli para uma palestra que inspirou os educadores a proporcionem um ensino que coloque o estudante como protagonista do aprendizado e solidário com o aprendizado do outro.

Durante a palestra, Fragelli apresentou os métodos a partir da ideia de como estimular o engajamento do acadêmico em sala de aula, depois partindo para uma proposta mais ampla em que se utilizam outros elementos como a arte, despertando a criatividade e culminando no objetivo de que só o engajamento e um bom ambiente não são suficientes para a formação humana.

Sobre as metodologias

Fragelli foi o criador das metodologias ativas Rei e Rainha da Derivada, Summaê e Trezentos, entre outras. O método surge da necessidade da colaboração, despertar o estudante para o colega que tem dificuldade de aprendizagem. Uma forma com que não existam estudantes isolados, pois o isolamento é um dos obstáculos mais angustiantes da educação.

De acordo com Fragelli, as metodologias ativas são um caminho profícuo para a aprendizagem. A ideia é o professor toda sua história potencializada por caminhos novos. No Rei e Rainha da Derivada, por exemplo, acontece uma inversão de papeis em sala de aula, os acadêmicos é que vão ao quadro resolver questões propostas pelo professor de maneira colaborativa, formam grupos para ensinar determinados conteúdos aos colegas, elaboram e corrigem questões.

O Summaê é um método interativo em que todos os participantes precisam resolver questões por meio de vídeos criativos de até dois minutos. Começa com as duplas apresentando seus vídeos e lançando desafios para os demais participantes, com a proposta do "aprender com diversão". Nela, todos os participantes devem ir vestidos com algum chapéu, para tornar o ambiente muito mais divertido e interessante, de forma mais lúdica, tendo um elemento de semelhante para a integração dos participantes. Ainda, há uma mesa de professores que faz a correção das questões e sempre há a escolha do melhor vídeo e dos melhores chapéus.

Já a metodologia Trezentos foi criada a partir do filme da Warner Bros. Pictures que leva o mesmo nome, no qual um pequeno grupo de soldados espartanos ganha batalhas de exércitos mais numerosos. A técnica é baseada em aprendizagem ativa e colaborativa, em que após a realização de uma prova, a turma é dividida em grupos de estudos, que mesclam estudantes com boas e más notas. Em cada equipe, é escolhido um líder, geralmente o aluno de melhor nota, que dará apoio para os estudantes com baixo rendimento, oferecendo nova oportunidade de avaliação. Os que tiveram notas baixas têm o direito de refazer o teste, enquanto os estudantes com bom desempenho recebem acréscimo na nota de acordo com a melhora dos demais integrantes do grupo.

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