Professores de Educação Física apresentaram resultados de pesquisa no FIEP 2002.

Em quais condições físicas e atléticas os estudantes de Educação Física chegam ao ID_CURSO? Para responder a essa pergunta, um grupo de dez professores de Educação Física da UNIGRAN realizou um estudo de avaliação da aptidão física e postural relacionada à saúde dos acadêmicos ingressantes no ID_CURSO. Os resultados dessa pesquisa foram apresentados no “17º Congresso Internacional de Educação Física, Desporto e Recreação”, Fiep 2002, realizado no mês passado em Foz do Iguaçu, no Paraná.

A presença da UNIGRAN nesse Congresso foi marcada ainda pela aceitação de dois trabalhos de iniciação científica de duas estudantes do 3º ano, um dos quais foi apresentado e elogiado: o primeiro compara a flexibilidade de estudantes homens e mulheres e o outro trata da prática de mergulho autônomo como atividade física e educacional.

O estudo feito pelos professores Carlos Muchão Castilho, Cláudio Reis Filho, Zélia Aparecida Milani Parizotto, Luis Valdomiro Ferrigolo, Andréa Casarotti Ribeiro, Ronaldo Ribera Cebalho, Jonas Rodrigues de Souza, Rogério Montes e Anamaria Carneiro, sob a coordenação da professora Lourdes Lago Stefanello, permite supor falhas na prática da Educação Física nos níveis escolares anteriores. Eles averiguaram as variáveis postura, massa corporal, estatura, peso, dobras cutâneas, circunferências, diâmetros, flexibilidade, força de preensão, força de salto e VO2 Máximo de estudantes do primeiro ano.

A avaliação postural apresentou maior percentual de acadêmicos com algum ID_TIPO de anomalia em universitários ingressantes em 1999, comparados aos de 1998 e, embora a análise da composição corporal tenha demonstrado um valor médio dentro do recomendado, o desvio padrão apontou a existência de estudantes obesos.

O VO2 Máximo revelou os resultados mais preocupantes, principalmente em relação às acadêmicas. As mulheres apresentaram níveis fracos de flexibilidade, “o que decorreu possivelmente de falhas no desenvolvimento delas nos níveis escolares anteriores”, supõem os professores.

Segundo as professoras Andréa Casarotti e Anamaria Carneiro, que apresentaram o estudo aos congressistas, os dados sobre flexibilidade geraram os maiores debates durante a comunicação da pesquisa, devido ao fato de eles contrariarem a literatura. Por essa razão, elas puderam utilizar 50 minutos para a conclusão do tema, quando o tempo estipulado normalmente é de 30 minutos.

Iniciação científica

A flexibilidade dos acadêmicos de Educação Física foi o tema da pesquisa apresentada pela estudante Helenice Maria Toledo Vieira, do 3º de Educação Física, sob a orientação da professora Lourdes Stefanello, da disciplina de Metodologia das Ciências.

Helenice utilizou o Flexiteste – método realizado de maneira ativa e passiva, sem aquecimento, modificado por Araújo (1986) – em uma de amostra de 30 acadêmicos de ambos os sexos, testando 20 movimentos articulares, apenas no lado direito.

O grupo apresentou um resultado inesperado: o masculino atingiu um índice de 53% médio negativo; 27% fraco; 6,7% médio positivo, bom e excelente, e o grupo feminino, 60% médio negativo, 33% médio positivo e 6,7% excelente. Os dados levam-na à conclusão de que além do fator endógeno e das interferências pela quantidade estrógeno no sexo feminino é necessário que a Educação Física escolar repense sua atuação no Ensino Fundamental e Médio.

Já a estudante Telma Sheila de Almeida Correia Teixeira realizou uma pesquisa junto aos mergulhadores da região e descobriu que 42% dos mergulhadores autônomos fizeram e concluíram ID_CURSOs de especialização nesse esporte. Ela verificou que 84% deles mergulham em dupla e demonstraram respeito às regras, além de uma consciência de preservação ambiental nessa prática esportiva. O interesse da estudante pelo mergulho, tido como esporte “radical”, dá-se pelas possibilidades que ele oferece de educação, recreação e profissionais, particularmente no setor do Ecoturismo. A estudante, entretanto, não pôde fazer a apresentação de seu trabalho por motivo de força maior.

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