Otimização de solo é tema de projeto de pesquisa na UNIGRAN

Estudo também analisa as modificações causadas nas células das plantas cultivadas em solos compactados
Estudar o desenvolvimento da planta em solos com menor capacidade de armazenamento de água e oxigênio, ou seja, em solos compactados; esse é o principal objetivo da pesquisa realizada pelo coordenador de Tecnologia em Produção Agrícola da UNIGRAN, Fábio Régis de Souza, em parceria com 15 acadêmicos do ID_CURSO de Agronomia. “O solo compactado é o solo que sofreu uma pressão”, explica o coordenador Fábio, sobre a diferença desse solo para o normal. Ele comenta que esse ID_TIPO de alteração é comum em solos com grande circulação de tratores e máquinas pesadas. “Essa pressão reduz o espaço poroso do solo, que reduz a quantidade de ar e de água que poderiam ficar disponíveis para o sistema radicular, ou seja, para a raiz da planta”, aponta o professor. O estudo está, agora, analisando o desenvolvimento do girassol, mas antes o foco estava na soja e ainda existirá mais uma etapa da pesquisa que estudará uma terceira cultura, que ainda não foi definida. Dos girassóis cultivados, será extraído o óleo, para que os pesquisadores saibam qual é a quantidade produzida pelas plantas no solo modificado. O responsável pela pesquisa conta que eles querem descobrir as maneiras de corrigir o solo ou de aumentar a produção de plantas que podem ser utilizadas para gerar biodiesel em solos empobrecidos. Algumas opções para aproveitar melhor o solo já foram descobertas pelos pesquisadores. “No Mato Grosso do Sul nós temos uma sucessão de culturas que se chama soja/milho. Isso está fadado a causar empobrecimento do solo e ocorrência de doenças e pragas nas plantas, porque não existe uma rotação. Nossa sugestão é o girassol, a canola, talvez até o nabo forrageiro, ou seja, um esquema de rotação de culturas”, conta o coordenador. Outra sugestão que ele dá é que se cultivem plantas com sistemas radiculares agressivos, ou seja, que possuam raízes mais fortes, pois esses ID_TIPOs de culturas têm a capacidade de auxiliar na recuperação do solo. Além de auxiliar na agricultura local, a pesquisa também contribui com a formação dos acadêmicos, que têm participação direta no projeto. A possibilidade de participar diretamente no desenvolvimento de uma nova técnica é um dos pontos destacados pelo acadêmico do 5º semestre, Jorge Tadeu Santos Medina, 24 anos. “É bem interessante a área da pesquisa para analisar novas técnicas, como elas funcionam no campo e estar presente no dia a dia analisando esses dados. Você não fica só na teoria, você está presente vendo o que interfere nesses resultados”, diz. Já seu colega, Luiz Henrique Fernandes de Azevedo, 22 anos, lembra a importância que a pesquisa científica tem para o profissional que busca uma formação mais avançada, como um mestrado ou doutorado. “Vai contar pontos também e nós temos esse objetivo porque hoje o mercado de trabalho exige mais do profissional, logo quanto mais aperfeiçoamento melhor”, conclui. A pesquisa quem vem sendo desenvolvida desde 2010 será apresentada no VI Encontro de Iniciação Científica da UNIGRAN, que também agrega o III Salão Docente e a I Mostra de Pós-Graduação e acontece de 17 a 19 de agosto no Centro de Eventos UNIGRAN. O evento é aberto a toda a comunidade e é possível inscrever trabalhos científicos até o dia 8 de julho. As inscrições devem ser feitas na Pró-reitoria de Pesquisa da UNIGRAN, localizada no 4º andar do Bloco II da Instituição. Mais informações podem ser obtidas por meio do e-mail salaodepesquisa@unigran.br ou do telefone (67) 3411-4121.

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