Palestra orienta ação em caso de suspeitas de violência sexual

Angelo Motti falou da atuação do educador como agente público
Em comemoração ao Dia Nacional de Combate à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no dia 18 de maio, a UNIGRAN recebeu a palestra “Violência sexual contra crianças: como reconhecer esses sinais, como registrar e como e a quem encaminhar”. O psicólogo Antônio José Ângelo Motti, diretor da Escola de Conselhos da UFMS, foi o palestrante do evento. O evento, realizado em parceria com a Organização Mundial para Educação Pré-Escolar de Dourados (OMEP/Dourados) e o Comitê Municipal de Enfretamento da Violência e Defesa dos Direitos Sexuais das Crianças e Adolescentes contou com a presença de acadêmicos do ID_CURSO de Pedagogia, Serviço Social e Enfermagem da UNIGRAN, além de profissionais das áreas. Ângelo Motti orientou e esclareceu as funções do educador diante de situações suspeitas em sala de aula. O psicólogo explicou ainda, que essa mobilização contra a violência sexual de crianças e adolescentes iniciou na década de 40, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Isso fez com que a ONU adotasse de maneira sistemática o estabelecimento de convenções de Direitos Humanos em áreas específicas e em 1989 foi criada a convenção dos direitos das crianças e do adolescente”, informou Motti. Na mesma época o Brasil fazia o fechamento de sua Constituição Federal, na qual já incluía o Estatuto da Criança e do Adolescente. O psicólogo ressalta que tudo que contraria os direitos da criança e do adolescente deve ser combatido e eliminado. “Dentre as formas de violência está a violência sexual que é moralmente considerada a pior das violências, por esse motivo, então, que há 21 anos essa discussão entrou nas temáticas dos congressos internacionais”, disse Ângelo. Um conjunto de fatores faz com que o assunto de violência sexual esteja sempre em evidência, mas o diretor da Escola de Conselhos da UFMS lamenta que apesar da mídia noticiar constantemente situações sobre essa violência, pequenos são os resultados obtidos. O ambiente de sala de aula é o lugar que as crianças passam maior parte do tempo, por isso o Diretor alertou que é indispensável à colaboração dos professores na identificação de violência sexual em crianças e adolescentes. “É dentro da escola que se manifestam todas as emoções da criança, toda a condição de ser e de estar, sendo assim, com certeza ali se manifesta também as violências sofridas pela criança na sociedade, no lar, e na própria instituição”. O educador tem função preventiva. A lei prevê que todo agente público da saúde e de educação deve notificar todos os casos de suspeita e confirmação de violência sofrida por criança e adolescente. No caso do professor, ele deve se colocar ao lado da criança para que ela tenha confiança e revelar o que está acontecendo. “Não queremos estabelecer uma paranóia dentro da educação com relação a esse assunto, mas o professor é uma sentinela nesse processo, ele deve estar atento as atitudes da criança”, finalizou Motti. (IO/MC)

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