Animais exigem cuidados especiais no inverno

Doenças de inverno podem tirar o sossego dos animais que fazem parte da família
Com a chegada do inverno cães e gatos sentem, assim como o ser humano, a queda da temperatura. Para que eles fiquem bem protegidos e livres de doenças, é preciso tomar alguns cuidados especiais nesta época do ano. Além da friagem algumas doenças aparecem com frequência neste período. Doenças como gripe e cinomose podem tirar o sossego daqueles animais que fazem parte da família. Traqueobronquite infecciosa canina, ou tosse canis, que apresenta sintomas semelhantes à gripe, é uma enfermidade de cães que ataca o sistema respiratório do animal. As principais características são episódios de tosse com expectoração de conteúdo branco e espumoso associados à dificuldade respiratória em menor ou maior intensidade, como se algo estivesse trancado a garganta. Essa doença atinge as diferentes faixas de idade. A professora do ID_CURSO de Medicina Veterinária da UNIGRAN, Fabiana Rangel, alerta que a partir do momento que o animal apresentar os sintomas da gripe o dono deve procurar ajuda de um profissional para que a medicação adequada seja prescrita. “O proprietário não deve medicar o animal por conta própria com remédios para o ser humano, apenas o veterinário sabe qual o medicamento mais indicado, bem como a dosagem ideal”, afirma. A tosse canis é transmissível de um animal a outro por meio de pequenas gotas eliminadas pelos espirros e secreções e pode ter seu quadro agravado para uma pneumonia, podendo levar o animal ao óbito. Os sintomas se apresentam entre três a 10 dias após a infecção, podendo persistir com os sintomas de três a quatro semanas. Outra doença que pode tirar o sono dos donos de cachorros é a cinomose. Causada por um vírus, ela é altamente contagiosa e pode atingir vários órgãos. Frequentemente, se não tratada, leva à morte cães filhotes e adultos. O animal pode manifestar sintomas digestivos ou respiratórios, como conjuntivite, pneumonia, diarréia, vômito e sinais neurológicos. O vírus pode ser transmitido em contato de animais sadios com canis, potes de alimentação, secreções, ou materiais contaminados por um cachorro doente ou assintomático, aquele que possui a doença, mas não apresenta seus sintomas. Daí a importância de desinfecção desses materiais e lugares de uso compartilhado por vários animais. O cachorro doente deve ser isolado para receber tratamento. “As baixas temperaturas aumenta a resistência dos vírus da cinomose e de outras doenças como a rinotraqueíte e traqueobronquite. Ela pode ser permanecer por várias semanas no local infectado, mesmo após o desaparecimento dos sintomas”, explica a veterinária. Comum nos gatos, a rinotraqueíte viral felina ataca o aparelho respiratório do animal e é transmitida por contato direto com felino infectado. O período de incubação do vírus é normalmente de dois a seis dias. Na maioria dos casos as manifestações dos sintomas variam entre cinco a sete dias. Os primeiros sinais são crise de espirros, coriza e dificuldade para respirar. Com a doença os espirros tornam-se mais fortes e frequentes, o apetite diminui e leva o animal a desidratação e perca de peso. Algumas medidas preventivas podem evitar a disseminação do vírus, como promover a ventilação e a higiene do local em que ficam abrigados. “O principal cuidado, tanto com o gato quanto com o cachorro, é manter os animais protegidos e aquecidos, pode-se colocar roupas e forrar o local em que dormem mantendo-os longe da friagem, do vento gelado e até da chuva. Com a friagem eles ficam mais suscetíveis a doenças”, diz a veterinária. Ela orienta para que proprietários deem banho com água morna, secando com secador logo em seguida. “É necessário evitar banhos em tanques, pois além da água fria eles recebem o choque do vento gelado, sem esquecer-se de cuidar, na DATA_HORA do banho, com os ouvidos, protegendo na DATA_HORA de lavar e em seguida secar bem para não provocar a otite, que é a inflamação dos ouvidos, porque geralmente eles não recebem a atenção devida. Eu digo que estes animais exigem cuidados como se fosse um bebê no momento do banho, principalmente no inverno”, detalha Fabiana Rangel. De acordo com a veterinária os animais de pequeno porte podem tomar banho uma vez por semana e os de grande porte a cada 15 dias, em média. Ela afirma que a principal proteção do animal é a vacinação. A manutenção do calendário de vacinas deve ser feita anualmente. “As vacinas previnem gripe e doenças virais e até a cinomose, ela é indispensável para a saúde do animal”, ressalta a veterinária, orientando para que os proprietários procurem clínicas especializadas. “É de fundamental importância estabelecer um programa de vacinação anual em todos os animais”, garante. ATENDIMENTO Inaugurado em maio de 2005, o Hospital Veterinário da UNIGRAN funciona na rua Aurora Augusta de Matos. A unidade atende animais de pequeno e grande porte e animais silvestres (aves, répteis e roedores). O serviço proporciona atendimentos clínicos, internação, cirurgia, laboratórios de análises clínicas, ultrassonografia, raios X, farmácia, hematologia, anatomia patológica, entre outros. A partir do dia 10 de julho o hospital entrará em recesso, voltando às atividades normais no dia 22. Informações no 3411-4199. (RS)

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