ID_CURSO de Medicina Veterinária incentiva a pesquisa em seminários técnicos

Professor Klaus Casaro Saturnino, coordenador do ID_CURSO, destaca a importância da formação continuada dos profissionais de Veterinária.
Com a importância de aprimorar cada vez mais o conhecimento científico dos acadêmicos de Medicina Veterinária da UNIGRAN, uma parceria entre o ID_CURSO e a Associação dos Médicos Veterinários de Dourados está promovendo formação continuada através de seminários técnicos. Nesta quinta-feira (26), o tema em destaque foi a Giardiáse Canina, doença parasitária que pode infectar o cão e diversas espécies de animais. Segundo o professor Klaus Casaro Saturnino, coordenador de Medicina Veterinária da UNIGRAN, ampliar o conhecimento dos profissionais e despertar a pesquisa científica são os objetivos da parceria, propostas que o próprio ID_CURSO já desenvolve na formação acadêmica dos veterinários da Instituição, no trabalho intelectual e na pesquisa. O tema proposto na palestra é uma doença pouco pesquisada no país, motivo ainda maior a despertar o interesse dos estudantes a estabelecer os índices de incidências na cidade de Dourados e em Mato Grosso do Sul. Para falar sobre a temática, Fabiana Farinello Grecco, coordenadora técnica da Fort Dodge, fabricante de produtos farmacêuticos para a saúde animal, disse que a doença está presente em todo o território nacional, devido o protozoário Giárdia duodenalis ser de fácil adaptação ao ecossistema. Em algumas cidades do país, por exemplo, pesquisas foram feitas na tentativa de mapear a incidência da doença. Os resultados, segundo ela, foram expressivos. A técnica explica que a doença resulta da ingestão acidental de cistos presentes nas fezes, nos alimentos ou mesmo na água. Após o contato com o parasita inicia-se o ciclo biológico, duração média de sete a catorze dias, os quais ficam aderidos à mucosa intestinal, sendo liberados pelas fezes. Um cão infectado elimina até 10 mil cistos por grama de fezes. O perigo, segundo Fabiana Grecco, está no contato com as fezes. Apesar de não ser uma doença considerada grave, como a Leishmaniose visceral canina, sua proliferação é imediata, principalmente, em locais onde há grande quantidade de animais, a exemplo dos canis, parques e vias públicas. A ingestão de apenas dez cistos já e capaz de desencadear uma infecção em cães e seres humanos. A transmissão da Giardíase é fácil, no entanto, o seu controle é considerado difícil pelos veterinários. A técnica explica que 80% dos animais adultos infectados não apresentam nenhum sintoma da doença, que tem como sinal clássico o aparecimento de fezes pastosas, fétidas ou diarréicas. Outros sinais clínicos incluem vômitos, aumento da motilidade intestinal e, algumas vezes, flatulência. Consequentemente, os animais acometidos podem apresentar perda de peso, desidratação e, em quadros mais severos, morrer. De acordo com Fabiana Grecco os humanos aparentemente apresentam os mesmos sintomas, sendo também identificadas através de fortes dores abdominais. Dessa forma, ela atenta aos cuidados da aproximação das pessoas, principalmente as crianças, com os cães, que infectados podem transmitir doenças e zoonoses. Para evitar a Giardíase a veterinária recomenda aplicar a vacina Giárdia Vax, a única no combate ao protozoário. O animal a partir dos dois meses de idade já pode ser vacinado, devendo receber o reforço da imunização anualmente. Vários médicos veterinários acompanharam o evento na UNIGRAN, que teve a participação do presidente da Associação Médica Veterinária, Laudo de Abreu, destacando em seu disID_CURSO na abertura da palestra o empenho do ID_CURSO de Medicina Veterinária da UNIGRAN, na participação e promoção de eventos técnicos e científicos. Ele destacou a força da Associação que, mesmo nova, já está fortalecida no mercado de trabalho regional. (FV)

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