Farmacêutico deve acompanhar o tratamento do paciente

André Mueller, coordenador do ID_CURSO de Farmácia, destacou na aula magna a atualização do currículo profissional para conquistas na carreira.
Fortalecer a categoria dos profissionais farmacêuticos de Mato Grosso do Sul e atender os pacientes de forma humanizada. Esses foram os principais debates promovidos na aula magna do ID_CURSO de Farmácia da UNIGRAN, na sexta-feira, pelo presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-MS), Ronaldo Abrão. Os professores André Mueller, coordenador do ID_CURSO de Farmácia da UNIGRAN, e Marcelo da Silva, coordenador da Farmácia Escola, abriram a aula magna 2009, apresentando o perfil do profissional na atualidade e o histórico da profissão, respectivamente. A formação generalista é a característica que o mercado de trabalho busca nos profissionais que vão para o campo de atuação farmacêutica. A procura por novos conhecimentos e a constante atualização do currículo foi destacada pelo professor André Mueller como fator primordial para conquistar uma carreira de sucesso, sobretudo pelo trabalho em equipe, visão empreendedora, e por acompanhar a saúde do paciente, o quadro clínico. Partindo da atuação do profissional no mercado de trabalho, Ronaldo Abrão explicou sobre a atuação do Conselho frente os farmacêuticos que estão a serviço da população. Segundo ele, o CRF tem o poder de fiscalizar os profissionais, no sentido de orientá-los sob as condutas de trabalho, aplicando, se necessário, medidas punitivas em relação à ética profissional. O Conselho não tem o poder de intervir junto aos estabelecimentos. O presidente frisou a importância da humanização no atendimento ao paciente, devendo o farmacêutico acompanhar o tratamento e o efeito do remédio no organismo da pessoa. “O profissional agindo nesse padrão, orientando o paciente a tomar o medicamento de forma correta irá fazer com que ele tenha melhores chances de curar a enfermidade, não precisando de outra consulta médica”, explica Ronaldo Abrão. Entre as preocupações apontadas por ele, farmácias sem farmacêuticos e a falta de informação fazem com que o consumo de remédios fique sem controle. Citou como exemplo, que quando o medicamento é um antibiótico, a situação é ainda pior, 75% das prescrições são equivocadas. “Além de desperdiçar o dinheiro dos consumidores e dos cofres públicos, este consumo irracional pode gerar graves intoxicações,” assinalou. Como alternativas para reverter esse quadro, Abrão reforçou que enquanto as autoridades públicas não voltarem atenção para a presença do farmacêutico - profissional responsável que tem o conhecimento específico na prescrição, dosagem e compatibilidade dos medicamentos -, esse grave problema irá persistir na saúde dos brasileiros. Para a acadêmica do quarto e último ano de Farmácia da UNIGRAN, Juliana Polesel, debater a profissão e as exigências do mercado de trabalho são fundamentais na preparação do estudante durante a faculdade. Ela disse que a interação dos alunos com profissionais de áreas afins contribui para o crescimento do farmacêutico, na formação generalista, no atendimento humanizado e na atenção à saúde da população. (FV)

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