Citogenética e biologia molecular tiveram destaque na Jornada de Biomedicina da UNIGRAN.

Em palestra sobre etiologia e diagnóstico de leucemias, professora Maria Regina Azevedo ressaltou a importância dos modernos exames laboratoriais.
Os conhecimentos de genética e morfologia celulares e de biologia molecular são o futuro dos exames clínicos. Os avanços são impulsionados por pesquisas e por novas técnicas e ferramentas de análises, que tornaram os diagnósticos mais precisos e detalhados. É o que demonstrou a professora doutora Maria Regina Andrade de Azevedo, em sua palestra e na aula de laboratório que ministrou na Jornada Acadêmica de Biomedicina da UNIGRAN, sexta-feira (24). Especialista em Patologia Clínica, mestre e doutora em Ciências Farmacêuticas, a autora do livro “Hematologia Básica” (Ed. Luana, 2003), explicou os processos de surgimento das leucemias aguda e crônica, e enfatizou os cuidados que se deve ter com o diagnóstico. Uma das características desse ID_TIPO de câncer é a presença de grande quantidade de blastos no sangue. Essas células imaturas são detectadas em hemograma e podem aparecer em razão de outros fatores. Contudo, mesmo sem a realização de outros exames e testes, muitas vezes o paciente é alarmado sem razão. “Obrigatoriamente, para diagnóstico da leucemia, tem que ser feito (também) o mielograma, e seguir para a imunofenotipagem, que é feita através da citometria de fluxo”, disse a professora. O mielograma é o exame de uma amostra de sangue colhida da medula do osso esterno. Confirmada a suspeita de leucemia, o passo seguinte é determinar o ID_TIPO e o estágio da doença. Para esse diagnóstico, a citometria de fluxo – tecnologia que combina os usos do laser e do computador – consegue detectar uma célula maligna em um milhão de células. A leucemia se caracteriza pela divisão descontrolada de células, o que pode ser causado por radiação nuclear, agentes químicos como o benzeno, retro-vírus ou em razão de deficiência dos sistemas de defesa do organismo. Em qualquer caso, o diagnóstico preciso possibilita personalizar o tratamento do paciente. A palestra foi complementada com atividades em laboratório de microscopia, tendo materiais lâminas que representam diversos casos clínicos. “Para o biomédico, a principal função dessa aula é de, quando estiver olhando o hemograma, ter o bom senso de determinar se uma situação é patológica ou não, até para poder sugerir ao médico um exame mais apurado do paciente, se encontrar células que podem ser neoplásicas”, disse a professora. Para ela, o biomédico é um dos profissionais atualmente mais bem posicionados no campo dos diagnósticos em saúde. “Quem tem acesso às ferramentas de pesquisa da célula como um todo são os profissionais biomédicos, alguns farmacêuticos bioquímicos; então, acho que para a Biomedicina é um campo estrondoso”, avalia Maria Regina. Palestras Na mesma linha, a Jornada de Biomedicina da UNIGRAN contou ainda com a contribuição do biomédico Johnny Fouad Matta, especialista em biologia molecular e imunofenotipagem para o diagnostico de leucemias, do Hospital Universitário de Campo Grande, que ministrou palestra sobre “Oncohematologia”. O palestrante explicou falou sobre exames de identificação de diversas formas de câncer e sobre a citometria de fluxo, a técnica mais avançada nessa especialidade. (JR)

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