Saúde Bucal Indígena é tema de mesa redonda da Jornada de Odontologia.

Palestrantes, Fábio Henrique (acima), Zelik Trajber e Polyana Borges, e o coordenador Alcides Moreira debateram a inclusão do índio na saúde pública.
Alunos e profissionais da Odontologia debateram, no 1º Fórum de Saúde Bucal Indígena de Dourados, a cultura e os costumes dos índios, o funcionamento do Sistema Único de Saúde para saúde bucal indígena e também a proposta da UNIGRAN para o atendimento dos acadêmicos de Odontologia a essa comunidade. O Fórum, realizado quarta-feira, foi um dos eventos paralelos à primeira Jornada Acadêmica de Odontologia da UNIGRAN. Para realização das palestras, foram convidados os professores da UNIGRAN Fábio Henrique Cardoso Leite e Pollyanna Kássia de Oliveira Borges, e o médico Zelik Trajber, coordenador técnico das equipes Multidisciplinares do Distrito Sanitário Especial Indígena (Funasa). O professor Fábio Henrique Cardoso Leite que falou sobre “Antropologia voltada à população indígena”, buscando informar e contextualizar os participantes do fórum sobre a cultura indígena, para inserir o contexto de saúde. O professor explicou a cultura indígena e a necessidade da interação dessa comunidade com a comunidade não indígena. “O enfoque maior é esse, então a antropologia indígena é vista do lado de fora, pelos não indígenas, vamos retratar toda essa perspectiva cultural”, falou. Ele reforça que é importante o conhecimento dessa cultura para que os profissionais da saúde exerçam com qualidade os trabalhos nas aldeias. “Se nós não conhecermos todo o processo cultural-antropológico na comunidade indígena fica difícil inserir a saúde ou as pessoas que vão trabalhar com a saúde para esse povo”, afirmou o professor Fábio. Para a elaboração do material da palestra, Fábio Leite contou com a ajuda de duas alunas de Odontologia, Gisela Freza Lopes e Vanessa de Figueiredo, que fizeram pesquisa de campo nas aldeias da região de Dourados, na disciplina de Sociologia e Antropologia. O médico Zelik Trajber, explicou aos acadêmicos e cirurgiões dentistas como funciona a estrutura da saúde indígena, como o Sistema Único de Saúde faz esses atendimentos. Ele diz que a saúde indígena faz parte de um subsistema do SUS e que todo profissional da saúde deve entender como ele funciona. “[Os profissionais] tem que entender como funciona o subsistema, principalmente aqui no Mato Grosso do Sul, onde a população indígena é muito grande. Todos os serviços públicos têm a ver com a população indígena, direta ou indiretamente; então, a gente tem que mostrar como funciona isso”, afirmou Trajber. Como representante da UNIGRAN no 1º Fórum de Saúde Bucal Indígena de Dourados a professora Pollyanna Kássia de Oliveira Borges falou sobre as propostas da Instituição para atendimento da população indígena. Ela falou dos objetivos que o ID_CURSO planeja alcançar no trabalho de promoção de saúde bucal nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A proposta do ID_CURSO é fechar uma parceria com a FUNASA de cooperação mútua, para que essas atividades sejam desenvolvidas. Pollyanna acredita que para o egresso de Odontologia essa experiência é essencial, além da contribuição para a comunidade. “É um grande diferencial nós termos acesso a essa população que representa uma minoria da nossa população brasileira e que, às vezes, não consegue ter a eqüidade que a gente prega pelo SUS”, disse ela. A professora falou ainda que essa é uma oportunidade de formação de profissionais diferenciados no estado, o que possibilitará outros campos de atuação. (MC)

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