Acadêmicos e professores da UNIGRAN se mobilizam em defesa do diploma para novos jornalistas.

Assinaturas foram colhidas para manifestar apoio à obrigatoriedade do diploma; documentos serão encaminhados à Federação Nacional dos Jornalistas.
Acadêmicos e professores do ID_CURSO de Jornalismo da UNIGRAN realizaram um ato público na noite de quarta-feira, na Instituição, para colher assinaturas em defesa da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Trajados de preto eles, percorreram as salas de aula de vários ID_CURSOs para defender a formação acadêmica, explicar a campanha e a importância da regulamentação da profissão. O manifesto tem apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran), além de entidades representativas da sociedade organizada. A mobilização é uma união de forças à campanha nacional promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que em todo o país, com a parceria das universidades e sindicatos municipais, buscam apoio da sociedade para demonstrar aos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) a importância da obrigatoriedade do diploma para atuação como jornalista. A campanha pelo diploma entra em fase decisiva. O julgamento do ReID_CURSO Extraordinário (RE) 511961 está prestes a ocorrer. O exercício de uma atividade profissional, como em qualquer outra área, exige preparo, formação, embasamento teórico e comportamento ético. Partindo dessa análise, a condição legal ao exercício da profissão é uma constante luta da categoria. Para o coordenador do ID_CURSO de jornalismo da UNIGRAN, Bruno Barreto, o diploma é um direito a democracia, a imprensa livre. “A formação acadêmica é o conhecimento primordial em torno do qual se estrutura a base da profissão. E se a profissão perde a sua unidade e referência, perde o espírito de corpo necessário a qualquer profissão e à qualidade do seu trabalho, e essa perda, afeta a sociedade”, argumenta o professor. A reitora da UNIGRAN, professora Rosa Maria D’Amato De Déa, também participou do movimento e assinou o documento em apoio à Fenaj. Para endossar o manifesto, os acadêmicos distribuíram os jornais diários da cidade de Dourados “O Progresso” e “Diário MS”, que são parceiros em prol da obrigatoriedade do diploma, além do site “Dourados News”. Para o estudante André Luiz Albuquerque Vasconcelos, membro do Centro Acadêmico de jornalismo, o exercício da atividade profissional requer formação acadêmica. “Muito se discute que o importante é a prática, mas a teoria é fundamental para melhor desenvolvermos a profissão. Passamos quatro anos na faculdade, temos aula teórica e prática, fazemos jornal laboratório nas diversas áreas do jornalismo, rádio, jornal escrito, internet, assessoria de imprensa e TV, tudo isso favorece para que possamos levar a informação com qualidade à sociedade”, comenta o acadêmico. Em todo o país, a mobilização de estudantes, professores e jornalistas defendem que é direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Em Dourados várias entidades manifestaram apoio à obrigatoriedade do diploma, dentre os quais o Sindicato dos Bancários de Dourados e região, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Comercial Empresarial (Aced). Segundo o secretario do sindicato dos jornalistas de Dourados, Helton Costa, que é formado na primeira turma de jornalismo da UNIGRAN, em 2007, visitas serão realizadas em várias outras entidades até a próxima quarta-feira, a contemplar o maior número possível de entidades representativas da sociedade organizada, quando, na quinta-feira, será recolhido às assinaturas para serem encaminhadas ao presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sergio Murillo de Andrade, que participa do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, em São Paulo. O evento iniciou quarta-feira e vai até domingo. Entre as pautas do Encontro está luta em defesa do diploma de jornalista. Ainda de acordo com Helton, na manhã de sábado, na Praça Antônio João, assinaturas serão colhidas, como também serão entregues panfletos com explicações da campanha e da importância da regulamentação da profissão. (FV)

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