Encontro de Educação da UNIGRAN é aberto com debate sobre resiliência.

Professora Ana Maria Ramos disse que na resiliência o indivíduo busca novos conhecimentos e se adapta a novas realidades de vida.
Vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Os conceitos da resiliência e a reflexão do educador com o aluno em sala de aula foram debatidos nesta segunda-feira (18), no “V Encontro Multidisciplinar de Educação” da UNIGRAN. Ser resistente para enfrentar novos desafios não basta. A palestrante do encontro, Ana Maria Ramos Sanchez Varella, autora de livros sobre resiliência, aponta que é necessário ainda buscar novas atividades, nascer a cada dia. Professora da Universidade Paulista e pesquisadora da PUC de São Paulo, sua dissertação de mestrado e a tese de doutorado resultaram em dois livros, um dos quais está para ser publicado. Ana Maria Ramos chegou à conclusão em suas pesquisas que não basta apenas ser resistente aos problemas. È necessário ter vínculos. A autora comenta que ao passar por dificuldades pode ocorrer de muitas pessoas darem a volta por cima, mas muitos conflitos podem deixá-las paralisadas. A professora Terezinha Bazé de Lima, pró-reitora de ensino e extensão, disse durante a abertura do encontro que, falar da resiliência é dialogar sobre a importância de educar para com o outro, e refletir sobre a formação do educador são objetivos da UNIGRAN, que coloca no mercado de trabalho profissionais capacitados a lidarem com a diversidade em sala de aula. Ana Maria comentou que, na resiliência, o indivíduo ultrapassa os desafios, mas é necessário que se busque a adaptação às novas realidades. As mudanças estariam relacionadas à história de vida. Isto é, a cada dia pode-se retirar o que não serve mais e agregar novos conhecimentos, investir na carreira pessoal e profissional e criar oportunidades para o próprio crescimento. Todo o processo é realizado através da reflexão, para separar o bom do ruim. Segundo a palestrante, uma das dificuldades presenciadas nos ID_CURSOs de licenciatura é que aumenta o desinteresse pela profissão de docente. Os fatores estariam relacionados a problemas sociais e à dificuldade do professor em lidar com as diversas situações – a violência, por exemplo. O resultado dos problemas sociais gera professores doentes, estressados e desestimulado a exercer a profissão. “Estamos no processo onde o professor vive a síndrome do desanimo”, frisou a professora. Ana Maria comenta que ser educador é querer fazer a reflexão sobre a vida e não somente chegar à sala de aula e lecionar a disciplina curricular. “Educador é aquele que transmite a palavra com respeito. Se o professor se conhecer irá entender porque o aluno não reage ao seu comando”, argumenta. Ela acrescenta que é necessário o professor buscar o autoconhecimento e entender que irá encontrar alunos desinteressados, com diferentes problemas. A palestrante ainda aponta que o educador deve ser coerente naquilo que fala e faz. Deve conhecer suas práticas e saber diferenciar o contexto científico, do profissional e prático. “Se o professor não estiver equilibrado, consequentemente, não conseguirá manter o vínculo com os alunos. Deve estar preparado para oferecer o melhor ao outro”, ressalta. Ao término da palestra, Ana Maria abriu o debate entre os participantes do V Encontro Multidisciplinar. Promovido pela Faculdade de Educação da UNIGRAN, acadêmicos de Matemática, Letras, Pedagogia e Artes Visuais da instituição, além de estudantes das universidades locais trocaram experiências com a professora. O evento termina nesta quarta-feira e conta com palestras, workshops e exposição de trabalhos. (FV)

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