Hiperatividade pode ter causas em problemas situacionais traumáticos.

Em mesa-redonda da Jornada de Psicologia da UNIGRAN, profissionais debateram as dificuldades em trabalhar com pessoas hiperativas.
A hiperatividade se caracteriza por sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade. De acordo com a psiquiatra infantil, Simone Nakao Pinheiro, pesquisas apontam que são vários os fatores que podem contribuir para as causas do indivíduo hiperativo, tais como a hereditariedade, problemas na gravidez ou parto e problemas familiares. O assunto foi tema de palestra na mesa-redonda da VI Jornada acadêmica de Psicologia da UNIGRAN, na quinta-feira de manhã. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico que aparece na infância e a especialista comenta que é importante que as causas da hiperatividade sejam identificadas de forma correta, pois a falta de um bom diagnóstico diferencial pode levar a tratamentos inadequados. Ela explica que nem todas as formas de hiperatividade têm relação com déficit de atenção, pois alguns problemas situacionais traumáticos podem levar as crianças a um quadro de hiperatividade reativa. “Todas as possíveis causas devem ser investigadas antes de iniciar o tratamento. Um especialista em comportamento infantil pode ajudar a distinguir entre a criança ativa e enérgica e a criança hiperativa”, pontuou. Ja a psicóloga Paula Sílvia Ortiz comenta que a hiperatividade é um transtorno da atualidade, como a depressão, o estresse. Dessa forma, ela comenta que a psicanálise traz como responsabilidade trabalhar não só a criança hiperativa, mas também os pais, como forma de compreender o sujeito contemporâneo. Segundo ela, o cenário da vida corriqueira das cidades gera uma espécie de crise social, onde a hiperatividade passa a ser perturbadora, aparecendo como uma moléstia do mundo atual, que vem de fora pra dentro. Mas enfatiza que na visão da psicanálise não é bem assim, pois considera ser problemas de sintomas do indivíduo e não um transtorno. A palestra foi encerrada com a apresentação de expreriências da pedagoga, Rute Torres da Silva, que contou aos acadêmicos as dificuldades de se trabalhar com crianças hiperativas em sala de aula. (FV)

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