Na área do trabalho, Psicologia está aberta à produção de novos conhecimentos.

Com mediação de Adriana Schmitz (detalhe), acadêmicos de Psicologia da UNIGRAN participaram de videoconferência promovida pelo CFP, dia 16.
Nos segmentos clínico e da Educação, por exemplo, a Psicologia tem aquilo que o professor Sigmar Malvezzi chama de grandes narrativas, isto é, teorias cientificas fundamentadas e constatadas em pesquisas por um grande número de autores, ao longo da história. Já a Psicologia Organizacional e do Trabalho, apesar de seus 120 anos, ainda carece de produção de conhecimento próprio. Pelo menos é essa a visão de Malvezzi, um dos expoentes dessa especialidade da Psicologia no Brasil. Sigmar Malvezzi participou da mesa-redonda realizada por meio de videoconferência pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), na sexta-feira, 16. Alunos do ID_CURSO de Psicologia da UNIGRAN tomaram parte no debate via internet, juntamente com a coordenadora do ID_CURSO, Aletéia Ferruzzi, e com a professora da disciplina, Adriana Onofre Schmitz. Ela diz que o desafio nesta área é minimizar os impactos da exigência por desempenho na saúde do trabalhador, mediante políticas apropriadas de qualidade de vida e combate ao estresse. A professora falou da representação do ID_CURSO na mesa-redonda, dizendo que cresce cada vez mais a importância do psicólogo organizacional e do trabalho, na elaboração de práticas e projetos de reID_CURSOs humanos voltados para a saúde mental do trabalhador. “O grande enfoque que a gente quer dar é de que as pessoas acham que as práticas de RH – recrutamento e seleção, treinamento, avaliação de desempenho – não têm nada a ver com a saúde mental, pelo contrário”, comentou Adriana Schmitz. Para ela, a possibilidade de interação on-line com palestrantes de outros estados é um diferencial que a UNIGRAN oferece à formação dos alunos. “A gente tem poucas oportunidades de interagir com profissionais como Sigmar Malvezzi, a custo zero, os alunos têm contato [com o autor], mas por textos; aqui, temos a possibilidade dessa interação, é maravilhoso”, disse a orientadora, dizendo também que o CFP foi “muito feliz na organização da mesa redonda”. Pesquisas em POT Referência também para os alunos da UNIGRAN, Sigmar Malvezzi, autor de livros, docente e pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da USP, explicou que esse ramo da Psicologia Organizacional e do Trabalho começa a tomar forma 120 anos atrás, quando as organizações começaram a se utilizar dos conhecimentos da Psicologia para obter maior rendimento dos empregados. Esse é o foco no desempenho, como chamam os profissionais da área. Nessa visão, em que os conhecimentos servem aos interesses da organização, logo se descobriu que o trabalhador não é máquina. Após a Segunda Guerra Mundial, a atenção se volta também para o empregado. Desde então, segundo Malvezzi, o que se tem de conhecimentos em Psicologia Organizacional e do Trabalho vêm de outros ramos da Psicologia, nos quais se desenvolveram pesquisas e inúmeros estudos de referência. “Nós temos textos que contribuem com o aperfeiçoamento da regulagem do desempenho e textos que contribuem para o desenvolvimento do trabalhador, como cidadão, consciente da sua capacidade de enfrentar o forte poder político que está por trás do poder econômico que sustenta a produção”, disse o professor, observando que apenas algumas referências são oriundas da Psicologia do Trabalho, como as Teoria de Carreira e a Psicodinâmica do Trabalho. “Nessa evolução, a Psicologia Organizacional e do Trabalho não foi capaz de criar uma grande narrativa, como nós temos, na Educação, a Psicologia Peagetiana, na área clínica, a mais conhecida é a Psicologia Freudiana; temos teorias que nasceram do estudo do trabalho, mas são teorias da Psicologia [a maioria], então, a POT tem a responsabilidade de produzir conhecimento, embora esse conhecimento possa ser e tem sido apropriado tanto pelos psicólogos que trabalham na direção do desempenho, como os psicólogos que trabalham na direção da emancipação do trabalhador”, esclareceu Malvezzi. O evento – que representou uma interação pioneira entre o CFP, profissionais e instituições formadoras em vários pontos do país – foi marcado ainda pelo lançamento do Documento de Referências dos Psicólogos no Âmbito da Saúde do Trabalhador, feito pelo presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona. "Temos a satisfação de lançar o documento produzido pelo CREPOP (Centro de Referencias Técnica em Psicologia e Políticas Públicas. Em breve, este material será distribuído aos CRPs e estará disponível também no sítio do CFP", anunciou. A mesa redonda contou ainda com as presenças dos debatedores Andréia Garbin, psicóloga especialista em saúde pública e saúde do trabalhador, e da diretora da Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT), Juliana Barreiros Porto, doutora em Psicologia e professora da Universidade Católica de Brasília. Com informações do site Psicologia On Line: www.pol.org.br.

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