Engenheiro agrônomo enfoca o crédito de carbono

Palestrante diz que a sociedade tem papel fundamental para ajudar a reduzir o efeito estufa
O efeito estufa e o tratado do Protocolo de Quioto foram os temas centrais da palestra “Crédito de Carbono”, na sexta-feira, do quarto dia da Semana Acadêmica Integrada dos ID_CURSOs de Arquitetura e Urbanismo, Agronomia e Tecnologia em Produção Vegetal da UNIGRAN. O palestrante, engenheiro agrônomo Leandro Alves de Souza, falou sobre o processo de aceleração do aquecimento global com a crescente liberação de gases na atmosfera. A preocupação com o meio ambiente levou os países da Organização das Nações Unidas (ONU) a assinarem o acordo que estipulasse controle sobre as intervenções humanas no clima. Este acordo nasceu em dezembro de 1997 com a assinatura do Protocolo de Quioto. Desta forma, foi estabelecido que os países desenvolvidos reduzam suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 5,2%, em média, relativas ao ano de 1990, entre 2008 e 2012. Diretor da AEAMS (Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul), Leandro lembra que, além de Quioto, existe um mercado livre de créditos. Para ele, este mercado não acaba com o prazo do protocolo em 2012. Acredita que o mercado vai aumentar, já que é uma ferramenta válida na luta contra o aquecimento. Considerando a grande quantidade de dióxido de carbono já emitida na atmosfera pelos países desenvolvidos no decorrer das décadas, o Protocolo de Quioto disseminou a idéia do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que é uma espécie de busca de alternativas de tecnologias não-poluidoras. O engenheiro cita, por exemplo, a geração de energia, reduzindo as emissões de CO2 (gás carbônico), como também os projetos voltados para a área florestal, que ajuda a diminuir o CO2 presente na atmosfera, conhecido como “seqüestro do carbono”. Uma das peculiaridades apontada pelo palestrante é o mercado do crédito de carbono. Assim, os países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de crédito de carbono. “Mais do que uma realidade é um mercado que está crescendo”, destacou, apresentando que até o ano passado o Brasil tinha 226 projetos em andamento, ficando em terceiro lugar no mundo, atrás da Índia e China. A preocupação com o meio ambiente não é tarefa apenas das empresas, adverte Souza. “É necessário que cada pessoa se conscientize da gravidade do problema e entenda o quanto cada família contribui na emissão de gás carbônico ao usar o veículo. As emissões têm a ver com nosso padrão de consumo e o consumidor consciente vai ser a maior arma”, destacou, alertando a importância da contribuição da sociedade para ajudar a reduzir o efeito estufa. (FV-CM)

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