Nutricionista fala da fiscalização do exercício profissional na Jornada de Nutrição.

Ana Lúcia Ganci explicou que a categoria está se organizando para atender ao crescimento de seu mercado profissional.
Delimitar o papel do profissional no campo de trabalho foi a principal preocupação da nutricionista Ana Lúcia Saraiva Cunha Ganci, fiscal do Conselho Regional de Nutricionistas (3ª Região), em sua palestra, ontem, na VI Jornada Acadêmica de Nutrição da UNIGRAN. Acostumada a conviver diretamente com a fiscalização de estabelecimentos comerciais, empresas e instituições do terceiro setor, Ana Lúcia abriu um leque de possibilidades de atuação do nutricionista que muitas vezes é ocupada por profissionais de outras áreas. Durante o trabalho de fiscalização, ela vivencia diariamente este ID_TIPO de situação e chamou a atenção dos acadêmicos para a valorização da atividade dizendo que, apesar de ser novo, o Conselho está atento para o que ela classificou como “invasão do campo de trabalho”. “Nossa profissão é relativamente nova. Passou a ser mais conhecida recentemente, a mídia tem auxiliado bastante [...]. Aos poucos, a gente tem tentado se colocar no mercado com mais firmeza para afastar os outros profissionais que não estão habilitados a exercer as mesmas atribuições”, disse Ana Lúcia em entrevista exclusiva ao DECOM. A representante do Conselho de Nutricionistas também enfocou a ligação com a área de Saúde. Ela falou aos acadêmicos sobre novos campos que se abrem, especialmente, no estado de MS, onde é aguardado o conID_CURSO para participação de nutricionistas na área de vigilância sanitária. Também assinalou outros postos de serviços gerados, por exemplo, pela nova legislação dos convênios médicos e pelos novos núcleos criados pelo Ministério da Saúde, com inserção do nutricionista no Programa de Saúde da Família (PSF). “O mercado realmente está se abrindo, novas oportunidades estão surgindo e o profissional precisa estar muito cada vez mais bem preparado para disputar esse mercado tão competitivo que a gente vê aí pela frente”, aconselhou. Ana Lúcia também lembrou a importância da organização da categoria e esclareceu o papel do Conselho, que não é punitivo. A nutricionista contou que nem sempre é bem-recebida nos lugares que fiscaliza, porque a maioria das pessoas não reconhece o auxílio que o órgão pode oferecer, ao orientar sobre a presença do profissional de nutrição na equipe de trabalho. Lembrou que o papel de punir e fiscalizar aspectos legais como horário, permanência de profissionais dentro das normas estipuladas para a profissão é do Sindicato, e não do Conselho. Assinalou que os currículos das instituições formadoras de nutricionistas, de maneira geral, têm premiado o planejamento e a consciência profissional. “Com certeza, a gente tem observado a preocupação clínica na formação, porque é um profissional generalista e tem que sair formado para todas as áreas de possível atuação, mas sem dúvida está sendo dada uma atenção especial para esse segmento”, disse ela. (MC-CM)

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