VI Encontro Estadual de Leitura é aberto em Dourados.

Correios apresentaram novo selo, na abertura do Proler, evento que terá oficinas na UNIGRAN durante toda a semana.
Representando a reitora Rosa De Déa, à mesa de autoridades, a coordenadora do ID_CURSO de Artes Visuais da UNIGRAN, Cláudia Ollé, participou hoje cedo da solenidade de abertura do “VI Encontro de Leitura – das Letras e das Artes”, que aconteceu nesta manhã, no Teatro Municipal de Dourados. O evento é uma realização da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com patrocínio do Ministério da Cultura e dos Correios, e apoio de diversas empresas e instituições. Em seu pronunciamento, o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, falou da importância leitura na formação integral das pessoas e o papel da universidade neste processo. O coordenador do Proler, o professor e renomado poeta douradense Emmanuel Marinho, valorizou as atividades do evento e os participantes, a maioria, professores da Educação Básica. “Vocês vão estar recebendo o pão da cultura, o pão da leitura, e que esse pão possa ser multiplicado entre os seus alunos, em sua comunidade”, disse Marinho. Na mesma solenidade, o superintendente dos Correios, de Mato Grosso do Sul, João Rocha, fez o lançamento do selo “Educação para Todos”, mais um da série América, que é editado regularmente desde 1989, pela União Postal das Américas, Espanha e Portugal (UPAEP), como incentivo à educação no continente. Nesta edição, o motivo do selo é a educação a distância, que é representada por crianças operando computadores interligados em rede. Os três primeiros selos desta edição, que terá um milhão e meio de unidades, foram entregues aos homenageados da organização do Proler. Os professores Idara Duncan Rodrigues, pesquisadora de arte e ex-secretária de Cultura de Mato Grosso do Sul, Áurea Rita de Ávila Lima Ferreira, professora-doutora do ID_CURSO de Letras da UFGD, e o palestrante Ezequiel Theodoro da Silva, pós-doutor em Educação e livre docente da Unicamp, receberam homenagens por suas contribuições ao Proler. Palestra Leituras, Artes e Sentidos. Autor do livro “Ato de Ler: Fundamentos Psicológicos para uma Nova Pedagogia da Leitura” (Cortez, 2002), Ezequiel Theodoro ministrou uma aula descontraída, que levou os participantes a refletir sobre o fenômeno das interlocuções que ocorrem durante uma leitura, sobre a própria leitura e os limites da sua importância na vida das pessoas, e do papel do professor como educador e “formador de gente”. “A construção do sujeito-leitor é feita pelo professor”, disse Ezequiel, enfatizando o professor como modelo para o seu aluno. Entre uma e outra anedota, ele acrescentou que o professor deve ter sempre presente a noção de doação de seu trabalho e não perder a sensibilidade de ler a própria realidade. Para isso, “deve se abastecer de educação continuada”. Sobre leitura, o palestrante a igualou com um diálogo entre autor e leitor do texto, que é recriado criticamente pelo primeiro. Desse “diálogo”, ocorre a “expansão dos posicionamentos” do leitor sobre temas da vida e, até mesmo, a transformações de idéias em comportamentos na vida pessoal. Entretanto, apesar de essencial, a leitura não deve ocupar todos os espaços da rotina de uma pessoa. “Se alguém pergunta se a leitura é tudo na vida, eu digo que não: quando estou com minha mulher, não quero saber de texto nenhum entre nós...”, brincou o Ezequiel Theodoro. Antecedendo à palestra, o professor de Artes Cênicas e contador de histórias Francisco Gregório apresentou com graciosidade um conto Kaxinawá, sobre o amor entre homem e mulher, deixando no ar uma mensagem: “Pedir não é fácil, para fazer o pedido, é preciso abrir o coração, e também que o recebe, tem que abrir o coração”. (JR)

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