Autor reúne jornalistas, políticos e estudantes em noite de autógrafos memorável na UNIGRAN.

Acima professor Lins e Murilo Zauith, que discursaram no lançamento do livro do jornalista Valfrido Silva, nesta quinta-feira (18).
A história de Mato Grosso do Sul narrada em crônicas, por Valfrido Silva. No ano em que o Estado completa três décadas de autonomia administrativa, o vice-governador e presidente honorário da UNIGRAN, Murilo Zauith, considera uma grande honra para a cidade poder lançar um livro que resgata passagens decisivas desse período e que foi escrito por um jornalista douradense. “Penso que isso é muito importante para Dourados”, disse Murilo Zauith, apresentando o autor como testemunha da história política do Estado, “o tempo vai passando e a gente vai esquecendo de muitos fatos que agora podemos rememorar, neste livro”. Nesta quinta-feira, UNIGRAN, o vice-governador abriu a cerimônia de lançamento do livro “Sonhos e Pesadelos – Mato Grosso do Sul, 30 anos” (248 páginas), que foi prestigiada por um grande número de jornalistas e personalidades políticas do Estado, assim como por estudantes, professores e autoridades acadêmicas de universidades de Dourados. Da UNIGRAN, estiveram presentes a presidente da Mantenedora da Instituição, Cecília Zauith, a reitora, Rosa De Déa, os pró-reitores de Ensino, Terezinha Bazé, e de Administração, Rubens Di Dio, e a diretora da Faculdade de Direito, Noemi Ferrigolo. No relato do próprio autor, o sonho desenvolvimentista que motivou a divisão de Mato Grosso, em 1977 – após quase cem anos de um movimento que julgava ser o sul mais próspero que o norte – tornou-se pesadelo por conta de políticas que só fizeram atrapalhar o progresso de Mato Grosso do Sul. Como jornalista, Valfrido Silva vivenciou histórias que se tornaram artigos e crônicas publicadas no Jornal “O Progresso”. A revisão desses trabalhos resultou na obra lançada, ontem, e em uma curiosa constatação. “Acho que a divisão foi um equívoco”, avalia o jornalista, vendo Mato Grosso crescer mais que Mato Grosso do Sul e fazendo críticas aos argumentos dos ‘revolucionários sulistas’, “a verdade é que tudo aquilo que nós falamos – que tínhamos que dividir porque tínhamos as melhores terras, que trabalhávamos para sustentar a burocracia cuiabana – deu errado; Mato Grosso explodiu, deixou-nos na poeira, inclusive, mandou para casa os ranços das velhas políticas, as raposas políticas, e nós estamos até hoje convivendo com algumas delas”, diz Valfrido. O autor nomeia governadores anteriores e outros políticos que considera culpados pelo atraso econômico e pelo endividamento de Mato Grosso do Sul, principalmente, por quererem o poder a qualquer custo. As histórias se desenvolvem em 92 crônicas, mais ou menos organizadas em ordem cronológica. As narrativas têm entre uma página e meia e duas páginas. Na opinião do professor José Pereira Lins, doutor honoris causa da UNIGRAN, apesar de não terem rigor científico, nem por isso perdem o valor histórico. Lins é um dos imortais da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e prefaciador da obra. “A crônica diz as verdades através do manto diáfano da fantasia; uma página da história, contada na crueza da verdade, como dissera Eça de Queiroz, dificilmente fica gravada; entretanto, a história que é feita por intermédio da crônica permanece, porque a crônica, particularmente, a crônica moderna, como a usada pelo autor, conta a história de tal maneira que agrada a todos: ao intelectual e o não-intelectual. Ela é sintética, tem começo, tem meio e fim e, nessa seqüência, é muito mais fácil de ler”, disse o professor Lins em seu disID_CURSO. Além dele, os presidentes da Academia Douradense de Letras, Nicanor Coelho, e do Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados (Sinjorgran), Luis Carlos Luciano, também teceram elogios públicos ao autor e à obra. (JR)

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