Reflexão e criatividade nas galerias da XXIII UNIARTE.

Instalações, pinturas e esculturas – ID_CURSO de Artes da UNIGRAN presenteia a cidade com trabalhos que servem de verdadeiras aulas.
As caixas de papelão são para arquivo morto. Mas suspensas por fios de nylon à altura da visão, com fotos coladas em um dos lados, imitando telas de TV, são uma instalação de arte. Posicionadas em um ponto movimentado, o artista “força” quem passa a olhar cenas da natureza – muitas de bichos mortos, água poluída, cenas de destruição. O estímulo à reflexão pode vir também pela audição, como passar pelo labirinto de cortinas, onde o visitante ouve sons da mata, mas não sabe onde estão os bichos. Os grunhidos, piados e cantos são de um CD, escondido em algum canto. Mas no estande da Polícia Ambiental, lá estão eles, empalhados, como se perguntassem, “por quê?”. “Estão mortos?”, pergunta a criancinha à estagiária de jornalismo Babuschka Donadel. À resposta positiva, a criança que não tem mais de 3 anos de idade retruca, “e tem autorização do IBAMA?”. A passagem, ocorrida na terça-feira de manhã, serve de argumento à fala da professora e artista plástica Cláudia Olle, na abertura do ciclo de palestras da XXIII UNIARTE. A coordenadora do ID_CURSO de Artes Visuais da UNIGRAN disse que a arte contemporânea estimula a reflexão e a busca por respostas às inquietudes atuais. Não é por acaso, portanto, que o meio ambiente e a arte contemporânea são temas do maior evento universitário de artes plásticas, de Mato Grosso do Sul, neste ano. Nas diversas galerias de pintura, escultura e instalações do evento, a intenção é provocar a reflexão, por meio da experiência estética. E o objetivo principal é fazer com que os visitantes sejam propagadores da arte, da educação e da cultura. “[Procuramos] cumprir o sonho da mais abençoada rebeldia, enfatizando a celebração à vida e à arte, respeitando o outro, as diferenças e o meio ambiente, nesse caótico mundo contemporâneo”, disse a professora. ALCANCE Desde segunda-feira, dezenas e mais dezenas de alunos das escolas de Dourados visitam a UNIGRAN, em grupos orientados por seus professores e guias da UNIARTE. A visita, na verdade, é uma aula especial para a garotada, cujo tema é a arte e as suas diferentes formas. Para a professora Marta Zwetsch, da Escola SEI, a atividade estimula a criatividade nas crianças da “era do vídeo-game”. No âmbito dos brinquedos e brincadeiras, por exemplo, ela percebe que a preferência pelo computador está acabando com um ID_TIPO de criatividade infantil, a imaginação, e prejudicando até mesmo a boa coordenação motora. “Quando eles vêem essas obras, elas sabem que a criatividade pode ser exercida até com toquinhos de madeira, como nós vimos”, disse a professora, lembrando que ela própria brincava com sobras de marcenarias. “Quando a gente conta, elas acham: Ah! Capaz que era assim”. Os toquinhos a que a professora referiu-se são trabalhos inspirados na escultora ucraniana Louise Nevelson (1899-1988), conhecida por suas peças abstratas, feitas com caixas de madeira, como as “Sculptural Walls”, exposição realizada em Nova Iorque (EUA), na década de 1950. Os trabalhos feitos pelos alunos de Artes Visuais têm a orientação da professora Scheilla Guimarães. Além dessas, dezenas de outras peças de arte fazem um convite à contemplação. “Tendo visitado universidades em Los Angeles, Japão, e outras tantas no Brasil, nunca pude observar trabalhos tão lindos, parabéns à UNIGRAN!”, elogia a professora bioquímica Ayd Oshiro. A visita à UNIARTE é gratuita(JR).

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