Mídia – Professora da UNIGRAN abre programação da Semana do Trânsito, em Dourados.

Profª. Sandra Haerter ministra palestra trânsito e comportamento humano, nesta terça-feira, no Teatro Municipal.
(O Progresso – 18/09) – A palestra Trânsito e Comportamento Humano abre hoje às 19h, no Teatro Municipal, a Semana Nacional, que tem como foco o jovem. A palestrante, Sandra Haerter, é professora do ID_CURSO de Psicologia da UNIGRAN e especialista em Psicologia do Trânsito, perita do Detran e doutoranda em Engenharia. Em entrevista a O PROGRESSO, Haerter lembra que o trânsito se transformou em uma guerra na qual não se sabe qual é o inimigo. "Normalmente, a culpa pelos acidentes recai sobre os maus motoristas considerados infratores crônicos, mas quando se atenta para os dados se vê que boa parte desses acidentes é provocada por pessoas comuns que se tornam agressivas por estarem submetidas a situações de estresse". As posturas agressivas vêm se acentuando no trânsito. Atrás do volante, o motorista, especialmente, o mais jovem, sente-se onipotente e inclinado a competir, como forma de reforçar a autoconfiança. "Tem a ver com o excesso de confiança. O condutor superestima a sua habilidade para dirigir e diminui a percepção de risco. Em alguns jovens, a fonte de agressão é a síndrome do aborrecimento. Para compensar, entre outros meios, eles entregam-se ao sabor da velocidade. Sentem um enorme prazer em pisar fundo no acelerador transformando-se em perigo para si mesmo e para os demais", completa Sandra Haerter. Pesquisas apontam que o infrator de maior potencial ofensivo no trânsito é o condutor do sexo masculino, com mais de dois anos de habilitação, idade variando entre 21 e 23 anos, elevado grau de instrução, classe sócio-econômica privilegiada e que tem como característica psicológica o comportamento social tendendo à agressividade. A cultura de "tirar proveito" em tudo, inclusive no trânsito, afeta também as crianças. "Todo comportamento é aprendido. E em alguns casos os pais incentivam os seus filhos a serem rápidos, ‘espertos’ e fazer valer seus próprios interesse", alerta a psicóloga. Ela enfatiza o papel da educação, que neste caso, vai além de ensinar aos estudantes sobre normas e leis de trânsito. "A missão da escola e dos meios de comunicação é favorecer a criação de atitudes, comportamentos e pautas de condutas para possibilitar a convivência harmônica das pessoas e dos grupos", reforça. Sandra fez uma rápida análise do trânsito de Dourados. Ela observa que a cidade planejada não tem engarrafamento de carros. No entanto, e apesar dos investimentos na readequação do trânsito, registra "um índice altíssimo de acidentes". Ela não respondeu, mas deixou no ar o questionamento: "seria o fator humano responsável?". A professora da UNIGRAN, que vai abrir hoje a pauta da Semana Nacional do Trânsito no Municipal em Dourados, conclui o pensamento lembrando que o trânsito de um país é o espelho das normas de condutas da sociedade. Conforme o estatístico da Agência do Detran em Dourados, Aretino Taques, entre 1º de janeiro a 31 de agosto deste ano foram registrados 1.575 acidentes, 18% mais que igual período em 2006; e 884 feridos, 13,5% de crescimento negativo. Nos primeiros oito meses de 2007 o Detran registrou 36 vítimas fatais, sendo 23 jovens com idades entre 18 e 29 anos – mesmo total computado em todo 2006. (Maria Lucia Tolouei)

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