Mídia - Ensino superior a distância ganha regras próprias.

Ilustração de A Tarde – fonte MEC e Associação Brasileira de EaD.
A Tarde – BA – 17/ 9 - O ensino superior a distância no País terá uma avaliação própria que vai determinar a autorização de universidades e reconhecimento dos ID_CURSOs. Os novos critérios elaborados pelo Ministério da Educação (MEC) foram aprovados nesta semana, no Conselho Nacional de Educação (CNE), e devem ser homologados pelo ministro Fernando Haddad ainda neste mês. O Brasil tem hoje 205 ID_CURSOs de graduação ou tecnológicos e 575,7 mil alunos no ensino superior a distância. Uma das novidades é a avaliação também dos chamados pólos presenciais. São três os documentos elaborados pelo governo: um para avaliar instituições, outro para ID_CURSOs e outro para pólos. Eles estão sendo incluídos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que já é aplicado aos ID_CURSOs presenciais atualmente. A educação a distância vai também receber conceitos de 1 a 5. Até hoje, não havia critérios específicos para essa modalidade. "É um marco na educação a distância no Brasil e um esforço para que haja qualidade nos ID_CURSOs oferecidos”, diz o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky. Será exigido, por exemplo, que os ID_CURSOs tenham materiais didáticos para uso na internet que estimulem a autonomia de estudo, além de guias que direcionem o aluno para estudar a distância. “Produzir material de qualidade é uma das chaves desses ID_CURSOs”, diz. Pelas novas regras, as provas presenciais devem ter peso maior que as realizadas a distância. As instituições terão de comprovar experiência anterior na área para pedir o credenciamento de seus ID_CURSOs a distância. Para receber a nota máxima na avaliação, a universidade já deverá ter pelo menos três com 20% da carga horária a distância antes de iniciar graduação não presencial. Será preciso comprovar também a experiência anterior dos professores que atuarão na modalidade. Fim dos presenciais - O diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), José Roberto Moreira, faz elogios à iniciativa, mas diz que espera que a nova avaliação deixe mais claros os critérios para credenciamento de novos ID_CURSOs. Segundo ele, o governo hoje é mais rígido com instituições particulares do que com as públicas que pretendem oferecer educação a distância. “Dentro de cinco anos não haverá mais ID_CURSOs inteiramente presenciais, todos terão elementos a distância.” A iniciativa de maior sucesso no País é o Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj), um consórcio que reúne seis universidades públicas para oferecer esse ID_TIPO de graduação. Os pólos estão espalhados pelo Estado e dão sustentação para sete ID_CURSOs e 17 mil alunos. O setor cresce também em outras regiões do País. São Paulo anunciou recentemente que pretende iniciar uma experiência inspirada na do Rio. O governo federal também lançou o Universidade Aberta, com participação das federais, nos mesmos moldes. "Até agora, as avaliações do setor eram híbridas”, diz a presidente do Cederj, Massako Masuda. Segundo ela, há questões específicas, como a gestão dos ID_CURSOs, que precisam ser avaliadas na educação a distância. “É necessário saber o que faz o tutor, se ele acompanha os alunos.” Estudos do Inep mostram que, em 7 das 13 áreas avaliadas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), os alunos que cursaram educação a distância se saíram melhor que os de ID_CURSOs presenciais.

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