SUS e Saúde da Família são abordados nos Congressos de Saúde da UNIGRAN.

Mesa de debates após palestras, na tarde do primeiro dia dos Congressos Interdisciplinar de Profissionais da Saúde e de Reabilitação Motora.
“Sistema Único de Saúde (SUS)” e “Programa da Saúde da Família” foram os assuntos abordados nas duas palestras realizadas no Ginásio da UNIGRAN, na tarde desta quarta-feira, primeiro dia do “II Congresso Interdisciplinar de Profissionais da Saúde” e do “VI Congresso de Atividade Física e Reabilitação Motora”. A primeira palestra, com odontólogo Nilson Sérgio Lauriano Leme, foi aborda a política atual do SUS. Nilson é diretor-geral de Gestão Estratégica da Secretaria Estadual de Saúde. Segundo ele, o órgão está freqüentemente passando por reavaliação. “A cada dia estamos revendo conceitos e estudando formas para melhor atender à população, através de Conselhos em que a própria sociedade participa”, disse. O diretor também falou de programas considerados prioritários, como o de Saúde da Mulher. Ele destaca que os cânceres de mama e de útero matam uma mulher a cada 36 minutos, no Brasil. “Temos que desenvolver uma completa linha de cuidados, que vai desde a atenção básica, até a reabilitação do paciente”, falou. Na análise do palestrante, um dos maiores problemas que o SUS enfrenta é a falta de financiamento. Para ele, deveria haver uma política melhor de financiamento para o SUS. Outra questão citada pelo diretor é de o setor da saúde ser onde mais se gasta dinheiro no país. Só para se ter uma idéia, em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde gasta uma quantia em torno 290 milhões de reais, por ano, em assistência de internação hospitalar e serviços laboratoriais. Saúde da Família A segunda palestra foi ministrada pela enfermeira Karine Cavalcante da Costa, especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde. Ela, que trabalha na Gerência de Saúde da Família e é da coordenadoria de Atenção Básica, mostrou por meio de dados do Ministério da Saúde a importância de se investir no Programa Saúde da Família. Nos últimos dois anos o programa foi ampliado pelo Ministério da Saúde em 31,89%. Com isso, foi possível reduzir a mortalidade infantil nas áreas cobertas pelas equipes do programa em 14,69%. “Não teríamos esse resultado se a mesma porcentagem fosse investida em água potável ou leito hospitalar”, disse Karine. O programa da Saúde da Família é o principal componente das ações de atenção básica à saúde, desenvolvidas no Brasil. Ele é realizado por meio de equipes multiprofissionais que garantem à população, nos locais mais próximos das residências, a assistência básica e orientação sobre os cuidados com a saúde. Ele também mudou a lógica da atenção à saúde – antes baseada na cura, com foco nos hospitais – e instituiu uma estratégia voltada mais para a prevenção, promoção e recuperação da saúde. (AV)

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