Planejamento e gestão de custos são destaques em seminário de Estética.

Contabilista Francisco Libório falou sobre planejamento administrativo e das responsabilidades do empresário.
“Sanear custos é aumentar receita” e “é de causar medo, caso não se levem a sério as obrigações fiscais de uma empresa”. Entre as idéias sobre gestão de negócios, debatidas durante seminário na UNIGRAN, na terça-feira (31), essas são dois dos mais importantes ensinamentos que o contabilista e advogado Francisco Libório de Alencar deixou à turma de 4º semestre de Tecnologia em Estética e Cosmetologia. A palestra foi promovida pela Coordenação do ID_CURSO, como aula inaugural da disciplina de “Administração dos Serviços de Estética e Marketing”, ministrada pelo professor Josimar Crespan. Grande parte dos alunos tem planos de montar o próprio negócio, daí a importância da disciplina no currículo. Segundo o palestrante, não basta ter movimento e uma grande clientela. A gestão adequada de uma empresa – pequena, média ou grande – passa, primeiramente, pela organização do fluxo de caixa e pelo controle rigoroso das despesas e dos gastos operacionais. “O empresário tem que ser um verdadeiro reciclador dentro de sua empresa, para reduzir os custos; reduzindo os custos, estará aumentando a receita”, afirma Francisco Libório. Libório tem uma vivência de 30 anos nos ramos da Contabilidade e do Direito Tributário. Ele ensina também que, além de cortar gastos excessivos, a maior preocupação do empreendedor deve ser com os pagamentos pontuais de tributos e encargos sociais. Ele diz que negligência no cumprimento dos prazos desses recolhimentos é a principal fonte de desperdícios financeiros. Os atrasos geram altas multas e juros e põe pôr a empresa em dificuldades cadastrais – ficando excluídas das linhas de crédito oficiais para capital de giro e investimentos – também, jurídicas. O problema é que muitos empresários desconhecem ou simplesmente não querem saber do imposto e encargos que precisam recolher e – quando não sofrem processo administrativo ou fiscal - acabam tendo que gastar mais do que o necessário. “Uma empresa gera riquezas e obrigações [e] o empresário tem que saber o que incide sobre o que, porque e para que; imposto é uma questão de responsabilidade civil e social do empresário, está lá, no Código Civil, e o fisco não vai aceitar a desculpa de que o negócio não deu certo”, ressaltou Alencar. Com todas essas informações, o contabilista disse não estar desestimulando os profissionais empreendedores, mas sim aconselhando as pessoas a planejarem muito bem, tanto o início de seus negócios como os sistemas de gestão financeira, estoques e de controles fiscais. Ele aconselha, ainda, a procurar ID_CURSOs de atualização, como os oferecidos pelo Sebrae. E como dica final, o palestrante falou da importância de se ter capital próprio ou lastro financeiro para se investir no negócio. Francisco Libório, que é conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade, foi professor da disciplina de Ética Profissional, no ID_CURSO de Ciências Contábeis da UNIGRAN, de 1993 a 2000. (JR)

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