“Proteção social é para toda a sociedade”, diz palestrante, no Simpósio de Serviço Social.

Seminário de Serviço Social da UNIGRAN teve abertura solene nesta terça-feira, com a doutoranda Márcia Terezinha de Oliveira (PUC-PR).
O que são políticas de governo e o que são políticas públicas de proteção social? Na palestra “A proteção social brasileira e a particularidade da assistência social”, nesta terça-feira, a professora doutoranda da PUC do Paraná Márcia Terezinha de Oliveira pôs em debate, na UNIGRAN, as definições de alguns conceitos-chave para se entender os papéis do profissional de Serviço Social, nos tempos de hoje. A categoria trabalha para mudar uma imagem associada a práticas antigas, de governos tidos como assistencialistas. Na mesma questão, a proteção social é um direito de toda a sociedade, e a atuação do assistente social não se limita a ajudar os pobres. Márcia Terezinha lembra que toda pessoa pode viver momentos de risco pessoal e social, como o desemprego, violência na família, ser vítima de preconceito e discriminação, como no caso de idosos e crianças abandonados. Em todos os casos, o Estado deve prover proteção, segundo critérios suprapartidários e duradouros, como os estabelecidos na Constituição Federal. “Ter um sistema de proteção social significa termos um sistema que nos assegure direitos de, enquanto trabalhadores de uma sociedade, num momento de vulnerabilidade, poder retomar nossa autonomia e nossa emancipação”, disse a professora. Ela explica que as redes de proteção social – por exemplo, a seguridade social brasileira, que é formada pela assistência e previdência social e a saúde pública – devem ter políticas sistemáticas e acima dos interesses de qualquer governo. É nesse plano da questão que os assistentes sociais estão construindo uma nova história no Brasil, segundo os novos profissionais de Serviço Social. “O assistente social deixou de ser um mero executor de políticas terminais para se tornar gestor, planejador, formulador, propositor de políticas sociais [...] a garantia dessas políticas quem dá é a legislação, mas nós temos que lutar para que as leis realmente se tornem leis vivas, políticas sociais de fato, na sociedade”, disse Márcia Terezinha. SIMPÓSIO Na conferência magna do “IV Simpósio de Serviço Social” da UNIGRAN, foram discutidas também as experiências paranaenses do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A abertura solene do evento foi feita pela diretora da Faculdade de Direito da Instituição, professora Noemi Mendes Siqueira Ferrigolo – que falou da importância dos profissionais de Serviço Social, “na defesa de valores e da dignidade da pessoa humana” – e, pela coordenadora do ID_CURSO, Edna Ferreira da Silva Strujak. A mesa de honra contou também com o professor Fábio Henrique Cardoso Leite, representando o corpo docente de Serviço Social. A palestra de abertura do Simpósio contou com mais de 200 alunos não só de Serviço Social, como também dos ID_CURSOs de Direito, Letras, Pedagogia e Psicologia. A professora Edna Strujak elogia contribuição de profissionais de diversas áreas, como palestrantes e instrutores das oficinas do Simpósio, e disse que é grande a motivação dos participantes. “As pessoas estão interessadíssimas, não só pelo conhecimento, mas também [...] pela relação teoria e prática, isso é muito importante para os profissionais e para os acadêmicos, que é a troca, trazer a comunidade para a faculdade para que os direitos humanos estejam garantidos, através daquilo que eles estão fazendo acontecer em suas práticas”, comentou a coordenadora de Serviço Social. O IV Simpósio de Serviço Social da UNIGRAN se encerra nesta sexta-feira, à noite, com apresentações de trabalhos de alunos, sobre projetos desenvolvidos no ID_CURSO. (JR)

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